O uso de agrotóxicos no Brasil e no mundo

Enviada em 13/07/2019

A Declaração Universal dos Direitos Humanos — promulgada em 1948— adverte que qualidade de vida é direito de todos os cidadãos. Entretanto, o uso intensivo de agrotóxicos, no Brasil, fere intrinsecamente o direito de bem-estar, afetando o meio ambiente e, consequentemente, a saúde da população brasileira.

Deste modo, a Revolução Verde, instituída após a Segunda Guerra Mundial, adotou medidas drásticas, a fim de garantir a Segurança Alimentar dos países que participaram do conflito, como a inserção de alimentos transgênicos. Nesta perspectiva, o uso intensivo de agrotóxicos ascendeu de forma abrupta nos últimos anos com uso dos alimentos geneticamente modificados, corroborando com o atrofiamento dos ecossistemas, onde se contamina rios e o lençóis freáticos pela lixiviação do solo de áreas próximas aos plantios.

Em virtude dos fatos abordados, pelo Brasil encontrar-se como o terceiro país a fazer o uso intensivo de agrotóxicos, as leguminosas acabam apresentando níveis de agrotóxicos que podem chegar aos 70%, segundo o site “O Globo”. À vista disso, o índice de contaminação da população que consomem produtos, como água ou vegetais que se encontram próximos aos locais de plantios, é comum o que agrava-se com o tempo, podendo levar o indivíduo a óbito por intoxicação crônica.

O uso intensivo de agrotóxicos, portanto, trás diversos malefícios à natureza e ao homem. Deste modo, urge que os três poderes junto ao Ministério do Meio Ambiente instituem, de forma gradativa, a proibição de defensivos agrícolas para que os produtores assegurem o plantio orgânico, assim como nos países desenvolvidos, fiscalizando de forma rigorosa a qualidade dos produtos produzidos, assim, garantindo o bem-estar de toda a população brasileira como prevê a Declaração Universal dos Direitos Humanos.