O uso de agrotóxicos no Brasil e no mundo
Enviada em 17/07/2019
§ O filme norte-americano “Onde Está Segunda?” aborda as consequências do uso intensivo de agrotóxicos e alimentos transgênicos para a sociedade, num futuro distópico. Não obstante, o Brasil atualmente lidera o ranking dos países que mais consomem agroquímicos no mundo, enquanto o Poder Executivo, por meio do Ministério da Agricultura, mostra-se negligente quanto à saúde dos trabalhadores rurais e consumidores de produtos intoxicados a longo prazo.
§ Ademais, como se não bastasse o fato de que 15 entre os 50 pesticidas mais usados nas lavouras brasileiras são proibidos na Europa (segundo a Associação Brasileira de Saúde Coletiva), um novo projeto de lei com finalidade de flexibilizar as regras para fiscalização e utilização de agrotóxicos é debatida em plenário. Se em vigor, a Lei do Agrotóxico afeta diretamente a população: produtos como o pimentão já apontam análises insatisfatórias em 91,3% das amostras, de acordo com Agência Nacional de Vigilância Sanitária, sendo 4 dos 8 biocidas encontrados proibidos nessa cultura e passíveis de estimular o desenvolvimento de tumores.
§ Outrossim, os próprios trabalhadores rurais sofrem diretamente com as consequências dos venenos (seja por falta de informação, ou descuido): se aplicados sem equipamentos de proteção adequados, a exposição cotidiana a essas substâncias pode gerar problemas neuro comportamentais (como depressão, desvios de fala e comportamento), maior probabilidade de desenvolver câncer e até má formação de bebês no período gestacional.
§ Portanto, para não permitir que a distopia cinematográfica de “Onde Está Segunda?” torne-se uma realidade, é necessário que o Ministério da Agricultura incentive o uso consciente e seguro de agrotóxicos, por meio de palestras e workshops oferecidos pelos Sindicatos Ruralistas aos agricultores. Isso garante que alimentos seguros para consumo cheguem à mesa dos brasileiros, e diminui consideravelmente a incidência de casos de depressão e câncer na zona rural do país.