O uso de agrotóxicos no Brasil e no mundo
Enviada em 21/07/2019
Desde a sua colonização, em 1500, o Brasil teve a agricultura como base de sua economia. Paralelamente, o país é considerado uma das maiores potências no setor agropecuário do mundo, contudo, ele também se encontra no topo da comercialização de agrotóxicos, segundo a Fapesp. Além de atribuir sérios riscos à saúde da população, essa prática revela um problema de caráter social decorrente do capitalismo. Sendo assim, cabe avaliar os fatores que favorecem esse quadro.
A princípio, nota-se a ambição por lucros cada vez maiores como principal impulsionador para o uso exacerbado de agrotóxicos. Isso configura um grave problema social, já mencionado pelo sociólogo alemão Karl Marx, no século XIX. Segundo ele, a desvalorização do mundo humano aumenta em proporção direta com a valorização do mundo das coisas e isso pode ser comprovado nessa situação, uma vez que, de acordo com o UOL, mesmo com a morte de 1.824 pessoas, de 2007 a 2017, o uso de agrotóxicos aumentou em 21,2% nos últimos anos.
Ademais, salienta-se as perigosas consequências que esses produtos trazem à saúde da população. Consoante o Dr. Felipe Ades, oncologista no Hospital Oswaldo Cruz, os agrotóxicos podem causar problemas neurológicos, dificuldades respiratórias, cânceres no cérebro, na mama, no esôfago, entre outras inúmeras doenças. Em conjunto disso, conforme o G1, o Brasil, o maior consumidor de agrotóxicos do mundo, registrou 40 mil casos de intoxicação em apenas uma década, o que reafirma a urgência da resolução dessa questão no país e no mundo.
Infere-se, portanto, que medidas são necessárias para resolver essa problemática. O Poder Público deve aumentar a eficácia da fiscalização das taxas de agrotóxicos utilizadas, assim como incentivar a monocultura, já que nesse tipo de plantio, o uso desses herbicidas é em menor escala. Além disso, a mídia deve denunciar as sequelas deixadas por eles, a fim de que a população esteja consciente do que consome, como também deve propagar a importância das vidas acima dos bens materiais. Assim, além de uma sociedade anatomicamente saudável, alcançar-se-á uma sociedade mais humana.