O uso de agrotóxicos no Brasil e no mundo

Enviada em 19/07/2019

Desde o iluminismo, entende-se que uma sociedade só progride quando um se mobiliza com o problema do outro. No entanto, quando se observa o uso de agrotóxicos, no Brasil, hodiernamente, verifica-se que esse ideal iluminista é constatado na teoria é não desejavelmente na prática, e a problemática persiste intrinsecamente ligada à realidade do país.

É indubitável, que a questão constitucional e sua aplicação estejam entre as causas do problema. Tal fato, se reflete nos escassos governamentais no tratamento do solo e da água, medidas que tornariam o ambiente da lavoura mais seguro e menos poluente, e devido à falta de administração e fiscalização pública por partes de algumas gestões, isso não é firmado. Segundo o IBGE, a contaminação dos rios por esses produtos só perde para a contaminação por esgoto.

Outrossim, destaca-se a intoxicação como impulsionador do problema. De acordo com Durkheim, o fato social é uma maneira coletiva de agir e de pensar, dotada de exterioridade, generalidade e coercitividade. Seguindo essa linda de pensamento, observa-se que o uso do agrotóxico em grande escala, causa graves danos a saúde, como o Programa de Vigilância da Saúde das Populações de Campinas(Unicamp), 1,5 milhões de trabalhadores rurais estão intoxicados no campo.

É evidente, portanto, que ainda há entraves para garantir a solidificação de políticas que visem à construção de um mundo melhor. Destarte, o Ministério do Meio Ambiente deve investir em tecnologia para que o agrotóxico não prejudique a saúde pública nem os lençóis freáticos. Como já dito pelo pedagogo Paulo Freire, a educação transforma as pessoas e essas mudam o mundo. Logo, o Ministério da Educação deve instituir, nas escolas, palestras por nutricionistas e biólogos, que discutam o combate ao agrotóxico, a fim de que o tecido social se desprenda de certos tabus.