O uso de agrotóxicos no Brasil e no mundo

Enviada em 23/07/2019

Em 1966 foi criado nos Estados Unidos um projeto chamado Revolução Verde, esse programa surgiu com intuito de aumentar a produção agrícola, com a utilização de agrotóxicos e outros mecanismos químicos. Desta maneira, torna-se possível trazer vários benefícios para a população. Entretanto, esse plano não tem entrado em vigor no Brasil. Nesse contexto, o capitalismo e a falta de equipamentos de proteção individual (EPIs) são fatores que potencializam para que tal situação ocorra atualmente, gerando prejuízos no meio social.

É notório que o capitalismo é um dos causadores desta problemática. De acordo com o sociólogo polonês Zygmunt Bauman, estamos vivendo a Modernidade Líquida. Para ele, a sociedade atual é marcada pela fragilidade das relações sociais, tendo em vista que o individualismo e a falta de empatia são as principais características da contemporaneidade. Isso acontece porque, na sociedade hipercapitalista em que vivemos, o desejo incansável de obtenção do máximo lucro monetário, faz com que as agroindústrias aumentem a utilização de agrotóxicos para que não aconteça uma perda tão considerável nas suas plantações, se encaixando perfeitamente na teoria da Modernidade Líquida. Em decorrência disso, os consumidores se tornam ‘‘vítimas’’ desse exacerbado uso de agrotóxicos.

Ademais, nota-se que os colaboradores responsáveis pela aplicação dos defensivos agrícolas nas plantações normalmente não estão utilizando os EPIs. Isso pelo motivo de o empregador não disponibilizar esses equipamentos e não fiscalizar a utilização, já que de acordo com a ABNT (Associação Brasileira de Normas Técnicas) essas funções são de responsabilidade do empregador. Consequentemente, o funcionário que fica diretamente exposto as substâncias tóxicas presentes nesses insumos, pode adquirir vários tipos de cânceres.

Em suma, é mister que Estado tome providências para a mudança de percurso dessa problemática. Com propósito de atuar essa situação, cabe ao Ministério de Meio Ambiente (MMA), através de verbas governamentais, criar um programa de fiscalização da utilização de agrotóxicos no país, fazendo um cadastro de todos os produtores agrícolas que informe o tipo e o tamanho da plantação que será utilizado o defensivo agrícola, para que seja vendido apenas a quantidade suficiente a ser utilizada. Além disso, o MMA também deve fiscalizar a utilização de EPIs na aplicação desses insumos, visitando periodicamente os locais de cultivo, para que a segurança dos trabalhadores seja assegurada. Dessa forma, o país poderá minimizar os impactos desses produtos na sociedade e será realmente colocado em vigor o programa da Revolução Verde.