O uso de agrotóxicos no Brasil e no mundo
Enviada em 23/07/2019
Revolução verde, processo de modernização agrícola que ocorreu no final da década de 1940. No qual, através do desenvolvimento de pesquisa em sementes e fertilização do solo, aliado a utilização de agrotóxicos, condicionou o aumento da produtividade no mundo e no Brasil. A vista disso, os defensivos agrícolas desempenha um papel, social e econômico fundamental, pois barateia a produção. No entanto, usado abusivamente pode gerar problemas ambientais e de saúde.
É primordial ressaltar que, o desenvolvimento da Biotecnologia e da Bioquímica a partir da segunda metade do século XX, foi importante para o mundo e para o Brasil, tendo assim, uma maior produção. Desse modo, beneficiou os agricultores rurais, com a maior produtividade e durabilidade dos alimentos, como também, para os consumidores, com o barateamento dos produtos. Associado a isso, o país tornou – se adepto a um modelo de agricultura voltado para a exportação, contribuindo com 23,5% do Produto Interno Bruto (PIB) em 2017, sendo a maior participação em 13 anos, segundo a Confederação da agricultura e pecuária do Brasil (CNA).
Outro fator importante, é o projeto de lei, PL do veneno, que flexibiliza o uso do agrotóxico no Brasil, priorizando o lucro e deixando a saúde e o meio ambiente em segundo plano. Nesse sentido, a utilização abusiva de pesticidas, inseticidas, entre outros, prejudicam a saúde do agricultor ao aplicar o produto químico nas plantações, pois, muitas das vezes, não usam a vestimentas adequadas e ainda desconhecem os riscos que estão expostos. Ademais, o consumista também está suscetível às ameaças que os agrotóxicos podem trazer. No documentário, O perigo invisível, denota as varias doenças advindas com o consumo desses venenos, como parada cardíacas, câncer e deformação congênita, além de agravar outras já existentes. Sendo, dessa maneira, perceptíveis os riscos que causa na sociedade.
Diante dos fatos supracitados, faz – se necessário para minimizar o uso de agrotóxicos que, a Agência Nacional de Vigilância Sanitária (ANVISA) fomente uma fiscalização mais rígida, através de especialistas agrícolas, juntamente com o endurecimento de leis. A fim de garantir que, os agricultores usem defensivos agrícolas aceitos pela lei e na quantidade certa. Dessa forma, se assemelhando a legislação da Europa, considerada a mais efetiva e consequentemente a mais segura. Além disto, o Ministério da agricultura pode desempenhar um papel substancial para reduzir as doenças oriundas do consumo excessivo de agrotóxico, ao oferecer orientação aos consumidores e cursos de formação e atualização para produtores rurais, conscientizando na utilização de uniformes de proteção e, como produzir de forma economicamente viável, socialmente sustentável e ambientalmente preservacionista.