O uso de agrotóxicos no Brasil e no mundo

Enviada em 26/07/2019

Na mitologia romana, os irmãos Rômulo e Remo foram  jogados no rio Tibre, e encontrados por uma loba que, os protegeu e cuidou. Tal mito obstante da contemporaneidade, assemelha-se à luta cotidiana contra o uso desmedido de agrotóxicos, quando o cidadão não detém de uma “loba” para lhes resguarda dessa agrura. Nesse sentido, a coletividade emerge estagnada e, a direção governamental negligente na contaminação.

Nessa atmosfera, um fator de entrave a propagação dessa toxicidade, dá-se na passividade do público consumidor. A popularização desse produto reveste uma certa “normalidade”, não raro, robustecida por uma federação ainda branda ao se tematiza sobre o manuseio de produtos químicos nas lavouras brasileiras, uma áurea de aceitação e resignação…é o semblante do destino atroz rezado por Gonçalves Dias em " O canto do piaga", vem trazer a face do inimigo. Dessa forma, se o olhar coletivo não se mobiliza, a bancada que financia tal mercado, aplaude e brada, “Agro é Pop, Agro é Tech…Agro é Vida”.

Outro coadjuvante, aponta para o silêncio do Estado, no tocante a essa mazela. O embate para ultrapassar as barreiras dos defensivos agrícolas é um desfio titânico, consoante ao embate, no livro “Ética a Nicômaco”, de Aristóteles, apregoa que a política deve garantir o bem estar do citadino, todavia, esse conceito se encontra deturbado, ao considerar somente o capital. Assim, o alimento ideal, torna-se um modal amorfo no retrocesso.

Infere-se, então, que medidas para mitigar a problemática dos pesticidas. Logo, cabe a Mídia promover propagandas, por meio de reportagens, para instruir uma mentalidade mais assídua da população, afim de, despertar maior prudência. Outro promotor, seria a Escola, que pode realizar feiras de ciências, por via de atividades voltadas ao contato com profissionais da saúde, para alerta sobre os riscos de aplicação e consumo, com intuito de precaver maiores danos. De modo que “Agro” seja vida.

Depreende-se, portanto, a necessidade fulcral de minorar a utilização dos agrotóxicos nas plantações ruralistas. Em síntese, o poder público, deve liberar incentivos estatais para o meio midiático e escolar, com fito de, concretizar tais ações. Nessa perspectiva, pode ainda viabilizar maior fiscalização no uso dos pesticidas proibidos e no manuseio sem a utilização dos equipamentos de segurança, para que o trabalhador rural e o consumidor tenham maior proteção. Desse modo, a “loba”, não estará presente apenas na mitologia romana.