O uso de agrotóxicos no Brasil e no mundo
Enviada em 26/08/2019
A Revolução técnico cientifica, na segunda metade do século xx, trouxe uma inovação para a agricultura: os agrotóxicos, possibilitando uma melhora em sua produtividade. Contudo, tais produtos também têm malefícios, mas pouco é debatido sobre isso. Nessa contexto, os motivadores mais evidentes são o desejo por lucros negligenciando os efeitos colaterais e a falta de conhecimento da situação dos agroquímicos. Logo, urge a necessidade de providências para sanar a situação no Brasil.
No cerne dessa problemática está o anseio por ganhos maiores e uma das melhores formas é a redução da perda nas colheitas. Para tornar esse objetivo real, os produtores recorrem cada vez mais aos agrotóxicos, mesmo que isso possa ser prejudicial devido a contaminação do solo e dos produtos em si. Tal cenário, infelizmente, demonstra como o pensador Zygmunt Bauman está correto em caracterizar o capitalismo como um parasita, o qual não se importa com o meio que deva usar, no caso excesso de defensivos agrícolas, para que se obtenha mais riquezas e se mantenha no mercado. Consequentemente, tanto a saúde do meio ambiente quanto a dos consumidores dos alimentos são postas em risco.
Ademais, o desconhecimento sobre a politica por trás dos pesticidas faz com que seu uso seja facilitado, pois uma população desinformada não revindica seus direitos. A exemplo disso há lei dos agrotóxicos que foi aprovada, liberando o uso de diversos defensivos agrícolas que são comprovadamente carcinogênicos, entretanto, a comoção a sua reprovação não foi grande, uma vez que uma parcela significativa dos brasileiros nem sabiam de sua existência. Essa conjuntura valida o pensamento do sociólogo Karl Marx, o qual afirma que uma das melhores formas de dominação é manter uma classe alheia ao saber, por que sem ele não existe questionamento nem luta. Com isso, o brasileiro tem suas garantias constitucionais lesadas, tais como acesso a informação e saúde, para o latifundiário fazer o que bem desejar com suas terras visando o lucro.
Em prol de barrar o avanço desse capitalismo parasitário, a Agência Nacional de Vigilância Sanitária (ANVISA) deve forçar um limite ao uso de agrotóxicos. Para tal, a ANVISA pode redefinir as normas para o uso de defensivos, diminuindo as quantidades máxima permitida e tornar o desrespeito aos novos padrões uma razão para se repensar mediante um aumento substancial do valor das multas. Dessa maneira, os empresários vão ser forçados a seguirem a lei ou sofreram prejuízos. Assim a população poderá consumir os alimentos com um pouco mais de segurança.