O uso de agrotóxicos no Brasil e no mundo
Enviada em 10/10/2019
Na tradição oral alemã, registrada no século XIX pelos irmãos Grimm, Branca de Neve, tentada pela beleza e suculência de uma maçã envenenada, acaba morta. Analogamente, a população mundial contemporânea vem sendo lentamente contaminada pelo uso exacerbado de agrotóxicos pelos grandes produtores. Com isso, convém analisar os prejuízos dessa utilização, bem como alternativas para essa realidade.
Desse modo, a aplicação exagerada desses produtos com finalidade de aumentar a produtividade é problemático. Além de contribuir para o fortalecimento de pragas, reduzir a fertilidade do solo, destruir relações ecológicas harmônicas, contaminar lençóis freáticos, intoxicar animais pelo ar, representa um perigo constante à saúde humana, principalmente pelos produtos serem cancerígenos. Segundo a Constituição Federal de 1988, a saúde é um direito de todos e dever do Estado, garantido através de políticas que reduzam o risco de doenças. Assim, é inaceitável que o Governo brasileiro corrobore para a crescente utilização de produtos tão prejudiciais.
Outrossim, caminhos fora dessa lógica ganham cada vez mais espaço internacionalmente. De acordo com um economista agrícola da Universidade de Reading, a agricultura orgânica - livre do uso de agrotóxicos - pode sim abastecer a demanda mundial, desde que baseado numa transformação nos hábitos alimentares das pessoas. A partir da diminuição do consumo desses artigos, produções mais sustentáveis e saudáveis cresceriam, o que contribuiria para diminuir a ocorrência de certas patologias.
São necessárias, portanto, medidas para amenizar os malefícios do uso de “defensivos” agrícolas no Brasil. O Governo, por meio do Ministério da Ciência, deve reinvestir dinheiro nas universidades federais, especialmente em câmpus voltados para o ramo agrícola, a fim de que possam ser desenvolvidos tecnologias mais seguras e o país possa seguir crescendo, com uma população saudável, econômica e socialmente.