O uso de agrotóxicos no Brasil e no mundo
Enviada em 17/08/2019
A Declaração Universal dos Direitos Humanos, de 1949, garante a todos o direito a alimentação variada, equilibrada e saudável como parte integrante do bem-estar social. Entretanto, o emprego maciço de agrotóxicos nas lavouras brasileiras tem posto em risco a fruição desses direitos elementares seja por causar danos à saúde pública, seja por acelerar a extinção de espécies animais.
Primeiramente, cabe pontuar que o uso indiscriminado de pesticidas na agricultura do Brasil é pernicioso à saúde da população. Comprova-se isso por meio dos inúmeros casos nos quais o contato com defensivos agrícolas causaram intoxicação grave, afetando principalmente crianças e idosos residentes em áreas rurais, como o que ocorreu em Lucas do Rio Verde, em 2006. Dessa forma, a ampla utilização destes produtos visa somente o crescimento da produtividade e do lucro dos produtores rurais em detrimento do bem estar da coletividade.
Ademais, convém frisar que o uso de defensivos agrícolas contribui para a extinção de espécies animais nativas. Isso porque, muitas das substâncias utilizadas nos venenos não conseguem ser expelidas dos organismos dos animais, acumulando-se ao longo da cadeia alimentar e afetando, notadamente, as espécimes localizadas no topo desta. Exemplo disso, foi o uso indiscriminado de DDT, no período pós Segunda Guerra Mundial, que quase levou a extinção predadores como o falcão peregrino.
Urge, portanto, ações para mitigar o emprego de pesticidas nas plantações e melhorar o estado da sociedade. Sendo assim, é necessário que o governo, em parceria com o Ministério da Agricultura, financie projetos educacionais em universidades, através de uma ampla ação midiática, que inclua propagandas televisivas, entrevistas em jornais e debates entre produtores, consumidores e especialistas. Nesse sentido, o intuito de tal medida, deve ser o diagnóstico das dificuldades da produção agrícola e a erradicação, ou ao menos diminuição drástica, do uso de agrotóxicos.