O uso de agrotóxicos no Brasil e no mundo

Enviada em 15/08/2019

O Metomil e o Imazatapir, agrotóxicos poderosos, foram proibidos em diversos países desenvolvidos da Europa, em razão de causarem sérios riscos à saúde da população. No Brasil, entretanto, ocorre o inverso, essas substâncias estão cada vez mais incidentes na sociedade, o que contaminam os alimentos e as águas utilizadas pelos indivíduos. Nesse sentido, é imprescindível discutirmos acerca das consequências do uso abusivo desses defensivos agrícolas nas plantações e, além disso, uma possível medida para solucionar tal impasse.

Mormente, agrotóxicos são utilizados para proteger a produção contra agentes prejudiciais ao cultivo, como ervas daninhas e animais que buscam fonte de alimento. Isso é importante para o abastecimento nacional, entretanto, o aumento exorbitante da plantação faz com que seja necessário o uso de mais protetores, o que afeta diretamente pessoas que se alimentam desses produtos, pois, segundo publicação do jornal BBC News, foi comprovado cientificamente que podem causar câncer em humanos. Nesse contexto, é inadmissível que um país signatário da Declaração Universal dos Direitos Humanos negligencie esse ato.

Em segunda análise, vale salientar que, quando há precipitação, tais pesticidas escoam para rios e lagos, sendo assim, gera-se um problema ambiental muito grave, denominado pela biologia como Eutrofização. Esse fenômeno consiste em aumentar a concentração de nutrientes no meio, o que favorece a proliferação de algas e faz com que elas impeçam a entrada de luz, isso prejudica a taxa fotossintética das plantas e as matam, a decomposição desses vegetais consome todo o oxigênio necessário para a sobrevivência dos peixes, ou seja, torna o ambiente inóspito. Assim, configura-se como nocivo o uso exacerbado de agrotóxico no Brasil, portanto, urge correção.

Diante disso, cabe ao Governo Federal, órgão responsável por manter a ordem da nação, reduzir a presença dessas substâncias agressoras aos seres vivos, por meio de uma legislação mais eficiente, que não deixe a visão lucrativa da produção agrícola se sobrepor ao bem-estar social. Desse modo, o Brasil garantirá os direitos dos cidadãos e estará rumo ao desenvolvimento sustentável.