O uso de agrotóxicos no Brasil e no mundo
Enviada em 17/08/2019
Alimentos nocivos
A partir de 1950, a produção agrícola sofreu grandes transformações visando ao aumento da produtividade. Para isso, investiu-se em tecnologias de plantio, modificação genética de sementes e uso intensivo de fertilizantes e pesticidas. Embora essas transformações tenham sido benéficas, essas ideias carregam vários aspectos negativos. O combate a essa problemática é latente. Com o fito de reverter esse quadro, convém analisas suas possíveis consequências, tais como o alto nível de degradação ambiental e a intoxicação por agrotóxicos.
Em primeira instância, cabe mencionar que segundo dados do IBGE, a utilização de agrotóxicos é a segunda maior causa de contaminação dos rios no Brasil. Quando a água é contaminada por defensivos agrícolas sua detecção e descontaminação é árdua. Com isso, a vida tanto dos seres vivos que vivem no ambiente aquático quanto daqueles que utilizam essa água de alguma maneira fica comprometida.
Além disso, os produtos expostos aos elevados usos de fertilizantes irão chegar à mesa dos consumidores que poderão desencadear uma série de doenças e, em casos mais graves, a morte. Os trabalhadores rurais também são prejudicados, pois sofrem com a exposição direta aos agrotóxicos, já que o manuseamento se dá sem nenhuma proteção adequada.
Entende-se, portanto, que os agrotóxicos são um desrespeito à saúde. Dessarte, o Ministério da Saúde poderia fiscalizar mais ativamente a forma como esses defensivos agrícolas são utilizados para não ultrapassarem a quantidade necessária. De forma conjunta, o Ministério da Agricultura deveria investir na produção de produtos orgânicos a fim de diminuir o consumo das substâncias tóxicas. Dessa forma, a Revolução se daria em prol da saúde e não mais do consumo.