O uso de agrotóxicos no Brasil e no mundo

Enviada em 07/10/2019

Desde o período colonial, o Brasil, faz uso do modelo agrícola denominado Plantation, que se resume na safra voltada para a exportação, monocultura e latifúndios. Perpetuando até hoje, esse modelo incorporou a mecanização e a biotecnologia. Como exemplo desse ultimo, o uso dos agrotóxicos, que visam combater pragas para evitar a perda de produção. Posto isso, discute-se o uso desses insumos e seus impactos diante de dois vieses: saúde e economia.

A priori, é preciso destacar que segundo o Ministério da Agricultura, o Brasil faz uso de 20% dos agrotóxicos mundiais, principalmente no plantio da soja. Esse cenário configura total inadimplência com a saúde dos consumidores e com a preservação ambiental, visto que além dos impactos já conhecidos, tais como, intoxicação alimentar e surgimento de superpragas, há muitos outros desconhecidos e outros sendo estudados, como a ligação com o aparecimento de tumores. Entretanto, o que se observa é que a bancada ruralista no Congresso Nacional apoia o uso apenas para benefício próprio, em que o lucro e ambição sobrepõe o fator saúde, e negligenciam a fiscalização da quantidade de agrotóxico a ser usado e os danos causados.

Não obstante, o uso desses pesticidas podem ter impactos econômicos preocupantes. Segundo o Ministério da Agricultura, em 2019 o governo aprovou a utilização de 69 tipos de agrotóxicos, junto a isso foi assinado um acordo com a União Europeia, que caso seja comprovado danos a saúde, o bloco poderia deixar de importar os produtos agrícolas brasileiros. Esse panorama constitui total descaso, visto a grande importância do bloco europeu para a movimentação econômica do país, podendo haver uma queda na exportação, todavia um aumento na importação desses materiais, já que a grande parte tem origem europeia. Com isso, o Brasil teria mais oferta de agrotóxicos, podendo ser usados também na agricultura extensiva, com o objetivo de competir com a agricultura intensiva. Assim, corroborando para a manutenção do problema e o possível surgimento de um segundo.

Em suma, faz-se imprescindível a tomada de medidas atenuantes ao entrave abordado. Posto isso, concerne ao Ministério da Agricultura, a revisão das decisões tomadas nesse ano e dos impactos negativos, por meio de uma parceria com o Ministério da Saúde e o Ministério da Ciência, tal projeto teria como base o aumento das pesquisas sobre as consequências do uso dos agrotóxicos e oferta soluções alternativas para evitar a perda da produtividade, por exemplo, o uso de estufas para diminuir as pragas e a iniciação de hortas comunitárias em escolas e regiões em que hajam Unidades Básicas de Saúde, objetivando o menor uso de insumos danosos e modificando essa perspectiva.