O uso de agrotóxicos no Brasil e no mundo

Enviada em 27/08/2019

A Revolução Verde iniciou-se nos Estados Unidos na década de 1950 e visava aumentar a produção de alimentos, ela foi responsável por trazer um grande contingente de novos agrotóxicos para o Brasil e as suas plantações nos anos seguintes. Entretanto, o aumento na produção proporcionou a contaminação desses alimentos, algo grave e prejudicial que traz problemas ambientais e de saúde para o país e sua população.

A princípio, em levantamento da Organização das Nações Unidas (ONU), o Brasil utiliza 1/5 de toda produção mundial de agrotóxicos, assim, consequentemente questões ambientais surgiram. Dessa forma, com o uso indiscriminado de pesticidas e herbicidas em suas plantações , muitos produtores causam sérios problemas para a fauna e a flora de sua região, dessa forma, água da chuva e a usada na irrigação dessas culturas se contamina com o veneno presente na planta e escorre para rios, lagos e lençóis freáticos . Logo, a água contaminada será bebida por animais e usada por seres humanos, o que causa processos de intoxicação e bioacumulação de tóxicos neles e, como desfecho, esses seres poderão ter graves futuros problemas de saúde.

Ademais, em levantamento da Fundação Fiocruz, o Brasil, entre 1999 e 2012, apresentou 114.598 casos de intoxicação por agrotóxicos. Acerca disso, é visível que esses compostos são prejudiciais para o homem, pois alguns deles utilizam componentes altamente danosos para as pessoas e que nem mesmo são legalizados pela legislação do país, em adição, eles sequer são utilizados conscientemente pelo agricultor, porque alguns produtores visão somente o aumento da colheita e do seu lucro. Observando essas ações, nota-se que a saúde do brasileiro corre sério risco com o aumento constante do uso desses venenos, problemas como câncer podem aumentar exponencialmente com esse desenfreado quadro atual.

Portanto, é perceptível a necessidade de mudanças e da adoção de novos métodos na agricultura brasileira. Para tanto, é dever do Governo Federal, junto ao Ministério da Agricultura, Pecuária e Abastecimento, a promoção da mudança dos atuais modos de produção de alimentos, por meio da reformulação da presente legislação do setor, de modo que se promulguem leis mais rígidas, as quais permitam que órgãos como o Ibama avalie criteriosamente todos os agrotóxicos comercializados em nosso território, avaliação essa que proíba a venda de qualquer composto que contenha produtos com potencial risco à saúde da população e ao meio ambiente. Por fim, visando, dessa forma, que os cidadãos brasileiros convivam com alimentos mais saudáveis e benéficos ao corpo, e que a Revolução Verde seja um fenômeno que contribua apenas positivamente para o país.