O uso de agrotóxicos no Brasil e no mundo
Enviada em 24/08/2019
Segundo o site de notícias G1, no ano 2019 o Ministério da Agricultura aprovou o registro de 51 agrotóxicos, e no total 262 no ano. Esse dado comprova o motivo do Brasil ser considerado o maior consumidor de agrotóxicos do mundo em número absolutos. A partir dessa circunstância, é indiscutível que que a sociedade deva buscar caminhos para combater o uso de agrotóxicos no Brasil e no mundo, problemática que persiste intrinsecamente ligada à realidade contemporânea, seja por ser algo nocivo ao ser humano, seja por causar impactos ao meio ambiente.
Nesse contexto, inúmeros estudos sustentam que os agroquímicos causam muitos prejuízos à saúde humana. De acordo com a Organização Mundial de Saúde (OMS), envenenamentos agudos por agrotóxicos chegam a 3 milhões. Problemas como doenças cardíacas, infertilidade, doenças neurológicas e até mesmo o câncer, entre muitos outros distúrbios graves. As disfunções citadas afetam não só os consumidores, como também os trabalhadores que manuseiam esse tipo de produto, principalmente seu manejo sem o uso das devidas proteções.
Ademais, a utilização indevida desses produtos está relacionada a problemas ambientais, como degradação dos lençóis freáticos, do solo, além da fauna e da flora. Devido a boa retenção que os solos possuem, esses produtos a longo prazo podem deixar o solo infértil, o que o torna inutilizável para a agricultura. O contratempo mais grave ocorre quando a propagação afeta os cursos hídricos e fomentam a morte de muitas plantas aquáticas e animais, de acordo com o Instituto Brasileiro do Meio Ambiente e dos Recursos Naturais Renováveis(IBAMA).
Infere-se, portanto, que o combate ao uso de agroquímicos é um dever universal, por afetar a todos. Desse modo, o Programa da Nações Unidas para o Meio Ambiente (PNUMA) em parceria com as mídias mundiais devem, por meio de publicidades em redes de televisão, mostrar a população os impactos negativos gerais que esse tipo de uso discriminado pode acarretar, dessa forma, evitar que tais práticas ocorram.