O uso de agrotóxicos no Brasil e no mundo

Enviada em 27/08/2019

Durante a Segunda Guerra Mundial, o agrotóxico era utilizado como arma química. Atualmente, é utilizado como veneno para praga agrícola, no Brasil e no Mundo. Tal concepção aduz a ideia de perigo dessa substância, que motivada pela busca do capital tangencia a saúde humana. Portanto, essa problemática merece um olhar mais crítico de enfrentamento.

Em primeiro lugar, é importante destacar as implicações governamentais. Na Europa o uso de agrotóxico é proibido, enquanto no Brasil ocorre o contrário, pelo fato dos órgãos governamentais ligados ao agronegócio, que são compostos por grandes latifundiários, visarem aumentar gradativamente o capital, vetando votações de medidas rígidas associadas à legislação do agronegócio, tangenciando o bem-estar da população para lucros próprios.

Por conseguinte, é necessário explicitar o riscos desse veneno para a saúde pública. De certo, os trabalhadores rurais são os mais afetados pelas anomalias desenvolvidas na saúde, adquirindo mutações em células (câncer), problemas neurológicos. Além disso, a população, consumidora de produtos agrícolas, é afetada pela intoxicação alimentar. Segundo a Fiocruz, em um intervalo de 13 anos foram registrados mais de 110 mil casos de intoxicação aguda por agrotóxico, divididas em câncer, tentativas de suicídio e distúrbios gástricos, corroborando para o fato dessas substâncias serem perigosas para a saúde.

Fica evidente, então, que o uso de agrotóxico é um impasse complexo. Para tanto, os governos regionais, conjunto as suas secretarias, deveram adotar medidas capazes de desestabilizar o uso indiscriminado de pesticidas por intermédio da proibição dos venenos classificados como “mais perigosos”, controlar e fiscalizar o uso dos “inofensivos” nas pequenas, médias e grandes lavouras. Além de criar um processo de desintoxicação de alimentos expostos ao veneno controlado. Dessa forma, a qualidade de vida da população estará garantida.