O uso de agrotóxicos no Brasil e no mundo

Enviada em 16/09/2019

Durante a segunda guerra mundial, os agrotóxicos eram usados como armas químicas. No contexto atual, esses continuam a serem usados em escalas cada vez maiores, porém, agora, como “armas silenciosas”, uma vez que os riscos do uso indiscriminado aumentam os danos à saúde de quem os manipula e de quem os consome. Além de, somar-se a isso, os prejuízos causados ao meio ambiente.    Inicialmente, verifica-se que a crescente demanda do uso de agrotóxicos ocorreu como reflexo da revolução verde, com a intenção de elevar a produção agrícola mundial. Nessa perspectiva, empresas do agronegócio brasileiro buscaram ampliar suas produções, seus lucros e competir no mercado das exportações desses produtos. Isso corrobora, para que, segundo dados da revista Galileu, o Brasil ocupe a primeira posição mundial no consumo de agrotóxicos.

Outrossim, esse uso excessivo provoca sérios danos à saúde dos trabalhadores, que estão em contato direto com os defensivos agrícolas e, na maioria, esses trabalhadores desconhecem os riscos a que são submetidos, além de não ter Equipamentos de Proteção Individual (EPIs) à disposição. Nesse sentido, pesquisas das principais universidades do país, a exemplo da Universidade Federal do Ceará (UFC), correlacionam a má formação congênita, abortos, doenças neurológicas e câncer com a exposição a grandes quantidades de agrotóxicos em médio e longo prazo.

Ademais, a utilização de pesticidas nas lavouras, em especial os que são de uso proibido, provoca contaminação do meio ambiente e dos corpos hídricos, principalmente quando usados aviões para pulverização, o que é bastante controverso, visto que essa ação é proibida em países da Europa.            Portanto, urge combater o uso indiscriminado de agrotóxicos no Brasil e no mundo. Por conseguinte, a Agência Nacional de vigilância Sanitária (Anvisa) deve aumentar a fiscalização por meio de visitas nas várias empresas do agronegócio para fazer coletas e análises dos produtos comercializados, a fim de evitar e punir o uso de defensivos proibidos e em índices maiores que os permitidos nas lavouras. Bem como, fiscalizar quanto ao uso e disponibilização de EPIs para os trabalhadores. Adicionado a isso, a realização de campanhas do ministério do meio ambiente, para promover capacitação dos trabalhadores envolvidos no processo agrícola, quanto aos riscos e uso racional de insumos químicos e a introdução de práticas sustentáveis como o controle biológico de pragas. Para que, dessa forma, o país possa promover o uso sustentável e consciente dos defensivos.