O uso de agrotóxicos no Brasil e no mundo
Enviada em 28/08/2019
A Revolução Verde,ocorrida na década de 1960,foi um movimento pela modernização da agricultura e das práticas até então adotadas.De modo que a utilização de técnicas para melhoria da produtividade cresceu exponencialmente.Nesse cenário,surgem os agrotóxicos,substâncias químicas que têm gerado impactos alarmantes na atualidade,e que devem ter seu amplo manuseio repensado.
Em primeiro plano,é imperioso destacar que a Lei dos Agrotóxicos,lei 7.802/89,em vigor no Brasil,é muito permissiva se comparada a de outros países,como a União Europeia.Com efeito,inúmeros defensivos agrícolas estritamente proibidos em outros locais são permitidos no país.Segundo dados do Atlas Geográfico do Uso de Agrotóxicos no Brasil e Conexões com a União Europeia,20% dos pesticidas produzidos no mundo são consumidos pelo Brasil.Ante esse panorama de poucas restrições ao uso de agroquímicos,apenas uma parcela ínfima dos alimentos produzidos em território brasileiro está livre de contaminações e riscos,o que por si só é um grave problema.
Outrossim,o emprego de defensivos agrícolas implica sérios efeitos à saúde.De acordo com informações da Organização Mundial da Saúde,as principais doenças acometidas pela intoxicação com fitossanitários são:arritmias cardíacas,lesões renais,câncer,alergias respiratórias,entre outras.De maneira que inúmeros indivíduos são diariamente contaminados pelo manuseio e consumo desses materiais.E as estatísticas não param de crescer,consoante levantamento do Supremo Tribunal Federal,o número de quadros de intoxicações por pesticidas dobrou nos últimos dez anos.
Portanto,torna-se mister tomar medidas para abrandar o uso de agroquímicos.Cabe ao Ministério da Agricultura controlar o uso desses produtos,por meio da busca por alternativas,como os defensivos biológicos,e a maior adoção de ações agroecológicas.A fim de priorizar práticas sustentáveis e benéficas para a sociedade.Assim,a relação entre produtividade e meio ambiente poderá ser mais harmoniosa.