O uso de agrotóxicos no Brasil e no mundo

Enviada em 05/09/2019

Hugo Penteado, economista brasileiro, defende a teoria de que os modelos econômicos tradicionais excluíram duas variáveis: as pessoas e a natureza. Assim sendo, tal pressuposto pode ser exemplificado com o uso desenfreado de agrotóxicos no Brasil e no mundo. Dessa forma, é fundamental encontrar um equilíbrio entre desenvolvimento e preservação ambiental.

Mormente, convém ressaltar que o uso de agrotóxicos, de maneira adequada, auxilia no crescimento econômico. Nesse sentido, a Confederação da Agricultura e Pecuária do Brasil (CNA), em 2019, disse que o agronegócio representa 25% do Produto Interno Bruto (PIB). Ademais, o Departamento de Economia Rural (DERAL) divulgou que, em 2018, a agricultura gerou um saldo de US$ 88 bilhões, ou seja, o maior saldo da história do país. Por conseguinte, além dos aspectos financeiros, esse setor também contribui com a redução da taxa de desemprego e a produção tecnológica.

Contudo, a utilização de pesticidas, de forma descontrolada, pode afetar o meio ambiente e a saúde da população. Sendo assim, em relação ao consumo dessas substâncias, o portal de notícias G1 informou que Brasil está atrás do Japão, União Europeia e Estados Unidos. Porém, em 2019, foram liberados 169 novos produtos. Além disso, 48% são classificados como alta ou extremamente tóxicos, conforme levantamento do Greenpeace. Consequentemente, o uso desses insumos pode resultar na contaminação dos rios e no surgimento de doenças respiratórias.

Portanto, é papel do Estado promover o desenvolvimento sustentável. Dessa maneira, o Governo Federal, através do Ministério da Agricultura, deve proibir o uso dos produtos com alta toxicidade. Assim, por meio da revogação da medida que liberou os 169 agrotóxicos, o poder público poderá emitir uma nova lista, apenas com os produtos que apresentem índices seguros. Com isso, espera-se aplicar a teoria de Hugo Penteado e minimizar os impactos socioambientais.