O uso de agrotóxicos no Brasil e no mundo
Enviada em 11/09/2019
A população brasileira cresceu rapidamente visto que possui “apenas” cerca de quinhentos anos de efetivo desenvolvimento no território. De colônia de Portugal à República Federativa do Brasil, nota-se uma taxa de aumento alta na densidade demográfica. Junto ao crescimento, surgiram formas de otimizar as produções agrícolas, a fim de suprir a necessidade de maior quantidade de comida: os agrotóxicos. Eles são essenciais para acompanhar o desenvolvimento humano, entretanto, o uso sem controle e a longo prazo traz prejuízos ao meio ambiente e a saúde pública.
Graças aos avanços da tecnologia e da química foi possível suprir a alta demanda alimentícia, consequentemente, formou-se um viés econômico favorável para o agronegócio e contrário à sustentabilidade. As grandes propriedades têm as maiores concentrações de agrotóxicos em suas plantações, pois visam o lucro e a quantidade em detrimento da qualidade. Geralmente o compostos químicos presentes em herbicidas são tipos de venenos que afastam pragas. Por exemplo, na cultura do milho, proteje-se o grão da lagarta do cartucho, mas, ao mesmo tempo ocorre gradativamente a deteriorização do solo, e com chuvas podem chegar a cursos d’água e afetar o habitat aquático.
A população opta por alimentos mais baratos, ou seja, todos os grãos e plantas produzidos em larga escala. Logo, os alimentos orgânicos (sem agrotóxicos) se tornam uma segunda opção. Além do impacto no meio ambiente, há uma ação potencialmente nociva no organismo humano por ingerir inconscientemente doses altas de veneno. Visto que, os poluentes orgânicos persistentes são substâncias químicas que se bioacumulam no corpo, ou seja, não são eliminadas com o passar do tempo. Surgem então, consequências problemáticas: dentre os efeitos, urgem as intoxicações agudas ou crônicas e até graves doenças como o câncer.
Em suma, faz-se necessária a problematização dos agrotóxicos por parte do Estado e da população como um todo. A sociedade por meio de debates e palestras, pode tornar real a consciência social e consequentemente política de práticas saudáveis para a saúde humana, bem como a ambiental. Dessa forma, o atual e os futuros governos devem cessar a liberação do uso de novos agrotóxicos e por conseguinte diminuir a quantidade dos já liberados, ponderando-os. Essa atuação, possivelmente é a melhor saída para prevenir os efeitos dos agrotóxicos.