O uso de agrotóxicos no Brasil e no mundo
Enviada em 22/09/2019
Com a Revolução Industrial do século XVIII, os alimentos foram transformados em processados e ultra processados, o que fez com que pessoas adeptas de alimentação mais saudável optassem pela comida natural. Contudo, após diversas revoluções na indústria, a sociedade atual prioriza o lucro e a fim de garantir menores prejuízos nem mesmo o alimento natural escapou de processos químicos haja vista o uso indiscriminado de agrotóxicos na produção agrícola brasileira, que é questionado por diversas pessoas e organizações, como o Greenpeace. Isso porque, estes pesticidas causam riscos à saúde humana e ao meio ambiental.
Do plantio até a chegada dos alimentos agrícolas aos mercados brasileiros, segundo estimativa da Organização das Nações Unidas para Alimentação e a Agricultura (FAO), cerca de 26,3 milhões dessas iguarias são perdidas anualmente. Com isso, uma das alternativas utilizadas é o agrotóxico que mata pragas e ervas daninhas. No entanto, esses denominados defensivos agrícolas contaminam o alimento e, portanto, a saúde de quem o consome. Segundo reportagem feita pelo G1, Entre 2007 e 2014 o Ministério da Saúde recebeu 34.147 notificações de intoxicação por agrotóxico. Entre os maiores danos causados aos seres humanos, são um maior aparecimento de doenças, como câncer, doenças hepáticas, problemas no fígado, Mal de Alzheimer, alergias, doenças cardíacas e má formação de feto.
Além disso, os pesticidas são autorizados pelo Instituto de Meio Ambiente (IBAMA) e o Ministério da Agricultura (MAPA), desde que aplicados nas quantidades indicadas e de forma correta. Todavia, muitos agricultores violam esses procedimentos. Segundo a Associação Brasileira de Saúde Coletiva (Abrasco), em 12 anos, o Brasil teve aumento de 288% do uso de agrotóxicos. Logo, impactos danosos e irreparáveis ocorrem aos ecossistemas, prejudicando assim o solo, o lençol freático e pode chegar até aos rios e mares, em que além de contaminar o ambiente,pode matar peixes e mamíferos marinhos.
Desse modo, medidas devem ser feitas. “Quando o último rio estiver poluído, vocês vão entender que dinheiro não se come.” Assim sendo, diante de tantos problemas comprovados pela medicina a cerca dos agroquímicos, é imprescindível que o Governo Federal junto ao Ibama e o MAPA, protejam a saúde humana e o meio ambiente, por meio da proibição desse produtos mesmo que em pequenas quantidades, tendo em vista que antes desses agrotóxicos os alimentos eram suficientes para o abastecimento da população mesmo havendo desperdício e, dessa forma, não há necessidade de maior lucro ao passo que a natureza e vidas humanas, são colocadas em risco. Ademais, cabe também aos responsáveis fiscalizarem os alimentos e as produções agrícolas, a fim de garantir que todos respeitem a nova regra.