O uso de agrotóxicos no Brasil e no mundo
Enviada em 23/09/2019
Em 1966, durante uma conferência em Washington, foi criado o conceito de Revolução Verde a fim de inovar a agricultura para potencializar a produtividade, levando assim ao uso de agrotóxicos. Por conseguinte, o Brasil tornou-se um dos maiores consumidores de defensivos agrícolas do Mundo, colocando a saúde nacional e o meio ambiente em risco sem recursos públicos fiscalizados e ampliados.
Em diversos casos, a intoxicação por agrotóxicos é fatal. Um exemplo foi a utilização desses produtos como arma química durante a 2ª Guerra Mundial. Sendo assim, a falta de controle e capacitação no emprego de pesticidas não gera conflitos apenas no meio da agricultura, mas também nos sistemas públicos de saúde, visto que o descontrole do uso destas substâncias tóxicas afetam a população de forma direta através do manuseio e aspiração e indiretamente via ingestão de alimentos e águas contaminadas.
Além de afetar a saúde brasileira, os defensivos agrícolas comprometem solos e águas subterrâneas, como também atingem os animais devido ao fator de bioacumulação provocados por essas substâncias, ou seja, um animal contaminado morre e outro que alimenta deste, consequentemente será afetado devido a permanência do composto agrícola no organismo, influenciando indiretamente na cadeia alimentar e nas pirâmides ecológicas de um ecossistema.
Logo, cabe ao Ministério da Agricultura fiscalizar as empresas exigindo a capacitação dos trabalhadores e reduzir o número de agrotóxicos liberados no Brasil, assim como é necessário que o Ministério da Saúde esteja em alerta e ofereça assistência à zona rural e às populações que vivem ao redor de grandes centros de agricultura. Ademais, o uso de publicidades pelos Ministérios responsáveis sobre a adoção de práticas alternativas, como a policultura e o adubo orgânico, e alertas aos danos causados à saúde por essas substâncias é fundamental para que, dessa forma, haja o controle e a queda de defensivos agrícolas no país.