O uso de agrotóxicos no Brasil e no mundo
Enviada em 26/09/2019
Para garantir o direito à vida de uma pessoa, um dos direitos humanos adotados pela ONU em 1949, a alimentação é primordial, e a Revolução Verde foi importantíssima para democratizar o acesso à comida ao redor do mundo. Contudo, essa transformação tecnológica intensificou o uso de agrotóxicos na agricultura. Dessa forma, com medidas para facilitar o uso de defensivos agrícolas, e com as dificuldades vividas pelos agricultores familiares, o Brasil e o mundo podem estar indo na contramão do tão importante desenvolvimento sustentável.
Primeiramente, é importante notar que o Presidente Bolsonaro tem facilitado a liberação de agrotóxicos cada vez mais perigosos. Atualmente, os critérios de toxicidade são menores e são permitidos se tiverem um nível cancerígeno “aceitável”. É evidente que com a gravidade dos efeitos colaterais, os quadros de envenenamento continuaram piorando, pondo em risco à população, que come os alimentos com abundância de defensivos, os insetos polinizadores, de vital importância para o meio ambiente, e principalmente os lavradores que são expostos constantemente a esse tipo de toxina.
Além disso, a própria Agenda 2030 da ONU propõe o desenvolvimento de uma agricultura sustentável com base nas produtoras familiares. Os pequenos produtores de alimentos oferecem menos danos ao meio ambiente, garantindo a preservação da biodiversidade, por fazerem uso de uma área menor e mais integrada para as colheitas. Porém, a produtividade deles é afetada pelo incessante, e lucrativo, avanço da fronteira agropecuária. Com o uso progressivo dos defensivos agrícolas, os latifundiários ganham mais destaque e incentivo do Governo, enquanto os pequenos agricultores são ignorados e não conseguem competir com a tecnologia em voga.
Enfim, é nítido que, com os agrotóxicos mais perigosos, há de se reformar o sistema agricultor hodierno. Cabe ao Governo Federal regulamentar com maior ênfase os defensivos agrícolas para reduzir a toxicidade nos alimentos da população e, assim, garantir a qualidade de vida da população e a sustentabilidade da natureza. Urge também aos Estados de todo o mundo, apoiados e supervisionados pela ONU, a implementação de políticas públicas que melhorem a produtividade dos agricultores familiares para alicerçar a alimentação global. É dessa maneira que será possível atingir, com sucesso, os tão ilustres objetivos da Agenda 2030 e proteger as futuras gerações do planeta de um tóxico sistema.