O uso de agrotóxicos no Brasil e no mundo
Enviada em 30/09/2019
Desde a Revolução Verde, na década de 1960, a massiva utilização de agrotóxicos representou o progresso na produção agrícola brasileira. Entretanto, observa-se uma relação proporcional entre o contato com alimentos manuseados pelos pesticidas e o declínio da harmonia ambiental, além do prejuízo à saúde nacional. Com isso, urge refutar as causas desse impasse, como a insuficiência legislativa em simetria com o impacto ao meio ambiente, a fim de promover a estabilidade saudável tanto para a natureza quanto para os cidadãos.
Em primeira instância, destaca-se a deficiente fiscalização na aplicação de agrotóxicos nas vegetações como fator agravante da saúde pública. Segundo Aristóteles, a política deve ser aplicada de modo que, por meio da justiça, o equilíbrio seja alcançado na sociedade. Consoante ao filósofo, infere-se que a tênue vigilância sanitária nos processos de introdução de substâncias químicas na agricultura rompe com essa harmonia, haja vista que embora a Lei dos Agrotóxicos assegure uma quantidade aceitável desses elementos na alimentação, esse quadro não se cumpre devido à ausência de agentes fiscalizadores nas lavouras. Logo, o cenário permeável ao excesso de defensivos agrícolas no setor hortifrutigranjeiro desemboca em intoxicação não só dos trabalhadores rurais, mas também de parte significativa da população brasileira que se alimenta desses gêneros alimentícios.
Paralelamente a isso, ressalta-se o prejuízo ambiental como impasse dessa problemática. De acordo com dados do Ministério da Saúde, 1 em cada 4 cidades brasileiras possui água contaminada por agrotóxicos. Nesse ínterim, nota-se que toda a cadeia alimentar se torna alvo da acumulação dos pesticidas, uma vez que essas substâncias ao alcançar as águas, penetram nas plantas e animais aquáticos e ali se acumulam. Diante desse fato, mediante a bioacumulação , os seres de topo de cadeia são prejudicados, pois seus organismos não comportam a excessiva quantidade de toxidade, o que causa até mesmo a morte de parte da flora e fauna. Portanto, faz-se necessária uma intervenção nas políticas públicas com a finalidade de reverter o lastimável panorama.
Destarte, entende-se que o uso inadequado de agrotóxicos no Brasil é fruto da falta de monitoramento dos defensivos agrícolas, fato que colabora para a degradação da biosfera. Assim, emerge-se imperativo que o Ministério da Agricultura, por meio de concurso público, aumente a contratação de agentes fiscais nas áreas de plantio, com o intuito de banir dosagens inaceitáveis de pesticidas nos alimentos. Ademais, compete ao Ministério do Meio Ambiente a substituição, mediante controle biológico, de substâncias químicas por “inimigos naturais” nas lavouras, a fim de preservar a ordem natural do ambiente. Desse modo, efeitos tóxicos serão minimizados no país.