O uso de agrotóxicos no Brasil e no mundo

Enviada em 05/10/2019

Desde o Iluminismo, entende-se que uma sociedade só progride quando um se mobiliza com o problema do outro. No entanto, quando se observa o uso de agrotóxicos, no Brasil, atualmente, verifica-se que esse ideal iluminista é intrinsecamente ligada à realidade do país, seja pela quantidade de agrotóxicos não autorizados que são usados nas plantações, seja pelo consumo desses alimentos pela população. Nesse sentido, convém analisarmos as principais consequências de tal postura negligente para a sociedade.

Em primeiro lugar, é válido ressaltar que a questão constitucional e a sua aplicação estejam entre as causas do problema. Segundo o filósofo Aristóteles, a política deve ser utilizada de modo que, por meio da justiça, o equilíbrio seja alcançado na sociedade. De maneira analógica, é possível perceber que, no Brasil, devido a falta de monitoramento ambiental, trabalhadores rurais usam grande quantidade de agrotóxicos não autorizados, com isso, esse fator rompe essa harmonia. Tendo em vista que, por meio de uma pesquisa realizada pela ANVISA (Agência Nacional de Vigilância Sanitária), o pimentão é considerado o alimento que possui maior carga de fungicidas proibidos, com 89%, em segundo lugar o morango, com 59% e em terceiro lugar o alface, com 47%.

Outrossim, destaca-se o consumo desses alimentos com grande carga de agroquímico como o impulsionador do problema. De acordo com Durkheim, o fato social é uma maneira coletiva de agir e de pensar, dotada de exterioridade, generalidade e coercitividade. Seguindo essa linha de pensamento, observa-se que ao ingerir alimentos contaminados as pessoas podem produzir doenças graves, como o câncer e agravar os casos de depressão, consideradas as doenças do século. Diante disso, podemos perceber que existe mais preocupação com o capitalismo e menos com a saúde da população, visto que, deveriam estar unidas para o desenvolvimento sustentável e econômico da nação.

É evidente, portanto, que ainda há entraves para garantir a solidificação de políticas que visem a construção de um mundo melhor. Dessa maneira, o Governo, por meio do Ministério da Agricultura deve criar novas formas de produção como por exemplo, as plantações com proteção de estufa garantindo reduzir o uso de agrotóxicos, sem chuva e sol as mudas seguirão para o campo mais fortes e sem oferecer riscos à saúde humana e ao meio ambiente, promovendo a sustentabilidade. Como já dito pelo pedagogo Paulo Freire , a educação transforma as pessoas, e essas mudam o mundo. Logo, o Ministério da Educação deve instruir, nas escolas e através da mídia, campanhas e palestras ministradas por nutricionistas sobre os cuidados com a higiene dos alimentos, como uma forma de defesa do consumo enquanto o país não mudar a forma de produzir os alimentos.