O uso de agrotóxicos no Brasil e no mundo
Enviada em 06/10/2019
A Revolução Científica, ocorrida entre o século XVI e XVIII, pôs o homem em outro patamar em relação à natureza, a ter consigo, por meio desse período, o domínio sobre a natureza e o manuseio da mesma a seu interesse. No entanto, o que ninguém podia prever é que essa ideia chegaria tão aos extremos como hodiernamente, a trazer consequências não só para os indivíduos, com o uso intensivo de agrotóxicos e outros insumos agrícolas, mas, principalmente, para o meio ambiente, devido à ganância desenfreada gerada pelo capitalismo. Dessa forma, cabe analisar os fatores que propiciam essa situação e as medidas que teve ser tomadas para minimizá-la.
A priori, não se pode negar que o domínio da técnica foi essencial para o melhoramento da qualidade de vida. Ademais, a Revolução Neolítica foi um marco nesse contexto, devido a origem de agricultura, que tornou os até então nômades em “propriedades de terra”. Entretanto, no mundo hodierno, o homem levado pelo capitalismo e pelo rápido ganho, introduziu em suas lavouras os famosos agrotóxicos, para serem seus aliados nesse processo, mesmo com o fato deles serem considerados verdadeiros venenos tanto para humanos quanto para o meio ambiente. Como prova disso, tem-se a morte de dezenas de colmeias de abelhas espalhadas pelo território nacional, devido à utilização desses pesticidas, a ser as abelhas essências para a manutenção de ecossistemas por conta da polinização, a resultar , assim, mais um impacto ambiental causado pelo homem.
Outrossim, cabe ressaltar a imensa quantidade de agrotóxicos liberados pelo Ministério da Agricultura em 2019, em que muitos dos que foram liberados, são vetados em outros países, por serem considerados muito nocivos. De acordo com a ANVISA (Agência Brasileira de Vigilância Sanitária), agrotóxicos banidos na China, EUA e União Europeia, têm como principal destino o Brasil, a mostrar o descaso governamental sobre qualidade dos químicos que estão a ser introduzidos na mesa dos brasileiros.
Destarte, medidas devem ser tomadas a fim de mitigar o imbróglio. Logo, cabe ao Estado, junto com o Ministério da Agricultura, reavaliar a quantidade e os tipos de agrotóxicos que estão sendo colocados nas lavouras, com o objetivo de analisar seus índices de toxicidade e nocividade para o ser humano e em especial, para o meio ambiente, a fim de reduzir o uso de químicos agrícolas e os impactos ambientais. Por fim, cabe ,também, ao Estado e à mídia, o estimulo à agricultura orgânica (sem adição de pesticidas), por meio de financiamentos aos agricultores para implementar a ideia em seus cultivos e a divulgação de propagandas sobre a temática, respectivamente, com o fito de tornar a agricultura mais sustentável. Com isso, poder-se-á atenuar a situação e fazer com que o lema da