O uso de agrotóxicos no Brasil e no mundo

Enviada em 07/10/2019

A Revolução Verde modificou drasticamente a forma de se produzir alimentos a partir de meados do século XX. Nesse cenário, além da mecanização do campo, houve o crescimento da produtividade com a adoção de agrotóxicos que protegem a colheita e aumentam a durabilidade da planta. Nota-se que seu uso se elevou ao longo dos anos e trouxe significativas consequências para a sociedade. Isso não se evidencia apenas pela maior durabilidade da produção, como também pela morte de outros seres vivos atingidos pelas toxinas. Cabe-se,então,analisar esses fatores para mitigar seus efeitos negativos.

Em uma primeira análise, sob a perspectiva histórica, desde a sedentarização humana, houve a busca pela produção de excedente agrícola, contudo sua conservação não era significativamente durável. Nesse contexto, os avanços tecnológicos permitiram um controle maior sobre a safra, influenciando no tempo de colheita e amadurecimento do fruto. A engenharia genética, nesse sentido, surgiu para modificar a atuação de hormônios vegetais, o que permitiu uma maior produtividade e  possibilitou uma expansão do setor primário no mundo. Além disso, o uso de agrotóxicos reduziu o custo dos alimentos, fato esse comprovado ao se comparar seu preço com comidas orgânicas, sendo assim, observa-se que existem pontos positivos no uso de defensores agrícolas nos países.

Em segundo lugar, no entanto, é preciso ressaltar que existem inúmeros impactos negativos no uso excessivo dos produtos químicos. Dentre eles, destaca-se a redução da biodiversidade, uma vez que os fertilizantes afetam, na maioria das vezes, outras espécies, como os insetos. No Brasil, houve uma considerável redução da população de abelhas, as quais são as principais polinizadoras de plantas, sua ausência causa a redução da variabilidade genética e a consequente redução da capacidade de sobrevivência do vegetal. Dessa forma, a utilização excessiva de químicos afeta a homeostase do meio ambiente e revela a capacidade que a ação antrópica tem de destruir a natureza.

Torna-se evidente, portanto, que mesmo com os efeitos positivos globais dos agrotóxicos, seu uso indiscriminado causa inúmeros prejuízos. Para reverter esse quadro, é preciso que os Governantes locais, aliados aos cientistas experientes na área, façam a  elaboração de um protocolo mundial do uso de defensores agrícolas. Por meio do estudo de seus impactos e possíveis ações  mitigadoras, através da assinatura dos países que irão se comprometer a reduzir seu uso danoso e aumentar as pesquisas sobre os impactos ambientais dessa prática. Espera-se que, assim, as mortes por consequência dos fertiizantes sejam reduzidas e haja o aproveitamento sustentável da colheita tal como era o objetivo principal da Revolução Verde.