O uso de agrotóxicos no Brasil e no mundo
Enviada em 14/10/2019
Somente esse ano, o Governo autorizou, mais de 262 novos pesticidas, afirma matéria do G1; no Brasil são mais de dois mil agrotóxicos licenciados para o uso nas lavouras. O quadro é alarmante, e decorre da imparcialidade dos Órgãos regulamentadores e da ignorância atrelada ao tema.
O assunto trazido à baila, deflagra a imparcialidade dos Órgãos regulamentadores, que em sua maioria favorecem e priorizam a elevada produtividade e o uso exacerbado de agrotóxicos em detrimento do bem-estar da população. Os riscos para a saúde são imensos, tanto para o consumidor, quanto para o agricultor, que devido a falta de preparo e fiscalização, manuseia de forma incorreta os pesticidas. Tais fatores têm causado a contaminação de lençóis freáticos, somado a anomalias animais, intoxicação humana, desenvolvimento de doenças, assim como, a diminuição da biodiversidade e acidificação do solo.
Haja vista que a agricultura brasileira ainda segue os padrões colonialistas de monocultura para a exportação de matéria-prima, observa-se a ignorância atrelada ao tema. Segundo pesquisas realizadas pelo Instituto Butantã, não existe quantidade segura para os defensivos usados nas lavouras. Entretanto, mesmo sendo difundido o conhecimento dos malefícios desses produtos, não ocorre a diminuição nem a substituição por métodos de controle alternativo das plantações; isso se deve ao preconceito e a falta de informação dos agricultores.
Faz-se necessário, portanto, uma reestruturação exigida pelo Governo, no Ministério da Agricultura, com a inserção de biólogos e engenheiros ambientais para diminuir a imparcialidade existente e aumentar a fiscalização. Assim como, a criação de projetos pela Embrapa, de teor obrigatório e cobrado pelo Ministério da Agricultura, que determine a destinação de dois hectares de plantações para o desenvolvimento de agroflorestas e biodefensores, para a redução gradativa de pesticidas e a desmistificação de métodos alternativos para os produtores