O uso de agrotóxicos no Brasil e no mundo
Enviada em 20/10/2019
A aplicação de agrotóxicos tomou grande proporção após a Segunda Guerra Mundial no continente europeu e americano, ficando conhecido como ‘‘defensivos agrícolas’’. Com isso, até hoje o Brasil utiliza esse método para conservar e evitar a proliferação de pragas e insetos nos alimentos. Por mais que não aja registro algum comprovando mortes pelo consumo de alimentos que tiveram contato com agrotóxicos, o uso incorreto deles nas lavouras causa a morte de quem os aplica.
Em primeiro lugar, segundo a Organização Mundial da Saúde (OMS), o Brasil é o primeiro país que mais faz uso de agrotóxicos no mundo. Da mesma maneira, vale lembrar que em vários países da Europa e nos EUA, a utilização desses pesticidas já são proibidos conforme a legislação, porque isso afeta, principalmente, o solo e a água através dos lençóis freáticos, assim, prejudicando a biodiversidade.
Além do mais, de acordo com o Ministério da Saúde, o brasileiro ingere, em média, 7 litros desses compostos químicos por ano, tendo em vista que não são encontrados apenas em frutas e vegetais, mas também em carnes, queijos e até mesmo no leite materno. Por consequência, prejudica sobretudo a saúde humana, que pode acarretar no desenvolvimento de doenças e enfermidades, como câncer, infertilidade, aborto, dentre outros. Em pouco mais de dez anos o consumo de agrotóxicos nas lavouras do país aumentou 75%, tendo como resultado o preocupante número de 22 intoxicações por dia no país e o indesejável posto de terceiro maior consumidor de defensivos agrícolas do mundo.
É evidente, portanto, que ainda há entraves para garantir a solidificação de políticas que visem o uso correto dos agrotóxicos no Brasil. Por conseguinte, cabe ao Poder Legislativo à criação de leis mais rigorosas no tocante ao uso desses defensivos agrícolas nas lavouras, sendo assistido pelo Ministério da Agricultura, de forma efetiva, a partir do compromisso em garantir os devidos recursos para a implementação dessas leis, além da responsabilidade em assegurar meios para o avanço da área de biotecnologia agrícola no Brasil, a fim de afirmar a diminuição gradativa do uso de agrotóxicos e a seguridade da saúde. Ademais, fica a cargo do Ministério da Educação, auxiliado pelas instituições de ensino com proatividade o papel de deliberar acerca dessa questão em palestras elucidativas, por meio de dados estatísticos e depoimentos de pessoas envolvidas com o tema, a fim de estimular a criticidade da sociedade, fazendo com que elas cobrem dos seus governantes a implementação das soluções.