O uso de agrotóxicos no Brasil e no mundo

Enviada em 25/10/2019

O Brasil é um país com potencial natural para a implementação da agricultura por conta de sua extensão territorial e clima favorável. Destarte, o emprego de tecnologias no campo e na produção garantem o desenvolvimento de uma estrutura agrícola de nível intensivo, que alcança índices de participação de até 22% no Produto Interno Bruto (PIB). Em contrapartida, os impactos ambientais e sociais são abrangentes e resultam de um regime agroexportador introduzido desde o período colonial brasileiro.

Primeiramente, a ocupação agrícola no Brasil inicia com a demarcação de latifúndios sob a posse dos senhores de engenho no Nordeste. De mesmo modo, o plantio do café foi realizado em propriedades extensas dos barões do café no Sudeste do país. Logo, a concentração fundiária brasileira é histórica e, atualmente, acentua o desemprego com a implantação de tecnologia nos campos e desassiste os agricultores familiares e suas propriedades. Outrossim, o desmatamento de áreas verdes no período colonial, principalmente da Mata Atlântica, permanece na atualidade estendendo-se para a Floresta Amazônica.

Em paralelo à modernização do campo, existe a questão do uso de insumos químicos para acelerar a produtividade e a suposta qualidade dos produtos agrícolas. Além dos prejuízos ambientais, como poluição de lençóis freáticos e desgaste do solo, é estimado que o brasileiro é o maior consumidor de agrotóxicos no mundo, o que significa dizer que o país está vulnerável ao excesso e a falta de fiscalização do uso e da qualidade dos produtos químicos nos campos.

Portanto, é urgente a intervenção do Ministério da Agricultura e da Saúde, que devem atuar juntos em prol de uma maior fiscalização nos campos agrícolas no que se refere aos agrotóxicos com a finalidade de reduzir os danos ao solo e a população que manuseia e se alimenta da produção. Dessarte, a União deve controlar o avanço da fronteira agrícola por meio do cumprimento das leis já existentes a fim de diminuir o desmatamento de áreas verdes e a concentração fundiária. Talvez, assim, seja possível a segurança do meio ambiente, dos consumidores e principalmente dos trabalhadores rurais.