O uso de agrotóxicos no Brasil e no mundo
Enviada em 26/10/2019
Só se pode vencer a natureza obedecendo-lha. A declaração de Francis Bancon, filósofo do séc XVII, dá inicio a reflexão de como a utilização de agrotóxicos no Brasil e no mundo representa um desafio a ser enfrentado, de forma mais organizada, pela sociedade brasileira. Esse fato se evidencia, não só pelo risco que traz a saúde, mas também, ao meio ambiente.
Em primeira análise, já é de conhecimento da maior parte da população o mal causado pelo agrotóxico, principalmente aos agricultores. Segundo dados do Programa de Vigilância da Saúde das Populações Expostas a Agrotóxicos, cerca de 1,5 milhão de trabalhadores rurais estão intoxicados no campo. O contato direto com o produto além de intoxicação pode trazer o desenvolvimento de doenças a longo prazo, por conta do manuseio inadequado. É inadmissível, portanto, a inexistência de medidas eficazes por parte do governo brasileiro e mundial.
Somado a isso, se utilizado de forma inadequada, o agrotóxico pode ainda contaminar o solo e a água. De acordo com dados do IBGE, o agrotóxico só perde para o esgoto não tratado, quando se trata dos maiores contaminadores de rios no Brasil. Tal situação é repassada para os animais e plantações que são irrigadas com a água contaminada, chegando novamente às mesas dos brasileiros. Sendo assim a inércia governamental, um grande agravante e que põe constantemente em risco a saúde da população.
Portanto, medidas precisam ser tomadas para resolver esse impasse. É necessário que o poder legislativo efetue leis mais severas, com suas devidas punições para venda e uso inadequado de agrotóxicos. Além do Ministério da Agricultura, realizar palestras e cursos voltados a população rural, para que aprendam a fazer o manuseio correto do defensivo agrícola, e também tenham conhecimento dos reais danos que podem trazer à saúde. Espera-se com isso, que seja preservado a saúde e integridade do brasileiro e, principalmente, dos trabalhadores do campo.