O uso de agrotóxicos no Brasil e no mundo
Enviada em 10/02/2020
Nas décadas de 60 e 70, com a Revolução Verde, o Brasil e o mundo passaram por um processo de mudança na política agrícola. No entanto, apesar de tornar a produção de alimentos mais eficaz, os agrotóxicos utilizados geram graves impactos na saúde e no meio ambiente.
De acordo com uma pesquisa feita pela ONG (Organização Não Governamental), Repórter Brasil, a permissividade da lei brasileira quanto ao uso desses pesticidas em relação à Europa colocou o país entre os 5 maiores consumidores de agrotóxico no mundo, e também afirmou que a quantidade liberada de sua aplicação é de até 5 mil vezes maior. Em face de tal dado, observa-se uma falta de ética no campo por parte de agricultores que se apropriam exageradamente desses herbicidas, a fim de ampliarem seus lucros, a falta de capacitação do homem para o correto manuseio e prática em plantações e a falta ou precária fiscalização em fazendas, com consequências socioambientais.
Segundo o ecologista Hardeen, o desejo de saciar a ganância individual condena os recursos coletivos à falência, expondo a problemática encontrada nos meios agrícolas (e também industriais) pela sede de se alcançar a alta produção e faturamento independente dos meios e formas utilizadas, e os possíveis resultados futuros. Por conseguinte, existem diversos sujeitos afetados por esse pensamento, como o ambiente nas contaminações provocadas na água de rios e lagos, lençóis freáticos, solo, ar, flora e fauna, também se ressaltam os próprios trabalhadores do campo, populações que vivem próximas a áreas de cultivo e consumidores, vítimas desses alimentos que estão potencialmente ligados ao câncer, a infecções renais, alergias respiratórias e de pele.
Um dos maiores desafios no Brasil, atualmente, é desenvolver ideias e comportamentos sustentáveis para caminhar lado a lado com o crescimento econômico. Assim, o Governo, por meio do Ministério da Agricultura, deve aplicar políticas mais rígidas quanto ao emprego de determinadas substâncias, a exemplo de patrocinar e incentivar as reavaliações toxicológicas feitas através da Anvisa (Agência Nacional de Vigilância Sanitária), a fim de barrar o máximo de inseticidas com alto teor de intoxicação, e também, gerar propagandas voltadas a população para recomendar o consumo de alimentos da safra, que costumam receber, em média, carga menor de agrotóxico, e ensinar a lavar corretamente seus mantimentos para reduzir a contaminação. Encarregam-se, também, agricultores de praticar a agroecologia dentro de suas plantações, recorrendo a produtos que não prejudicam o solo e a saúde da massa. Dessa forma, começa-se a criar um espaço maior para a sustentabilidade e, consequentemente, redução dos efeitos negativos trazidos por agrotóxicos.