O uso de agrotóxicos no Brasil e no mundo
Enviada em 09/03/2020
Com o advento da Revolução Verde, observada primeiramente nos países desenvolvidos e em seguida nos países mais pobres, a agricultura teve sua face totalmente remodelada. Dessa forma, a produção de alimentos atingiu seu ápice, porém suscitou muitos problemas de ordem social e econômica, dentre eles o uso massivo de agrotóxicos. Nesse contexto, um dos fatores que favorece o problema é a falta de fiscalização eficiente, muitas vezes influenciada por questões políticas, o que contribui para o desequilíbrio ambiental e na saúde da população.
Primeiramente, é importante compreender que o Brasil, sendo um dos maiores produtores mundiais na agricultura, possui uma forte influência dos grandes produtores rurais junto à política. Nesse sentido, muitas regulamentações que limitam o uso de defensivos agrícolas, como por exemplo o projeto de lei conhecido como PL do Veneno, estão em pauta para ser flexibilizadas. Dessa forma, o Brasil está diante de um retrocesso, visto que agrotóxicos que até então são proibidos devido a sua alta toxicidade, podem a qualquer momento voltar ao mercado.
Outro aspecto a ser abordado é a relação existente entre diversos problemas de saúde e o uso de de agrotóxicos. De acordo com o Instituto Nacional do Câncer, cerca de vinte mil pessoas morrem anualmente em decorrência do uso de defensivos agrícolas. Isso evidencia que os malefícios dos agrotóxicos atinge desde os trabalhadores na produção até os consumidores, e se configura num problema de escala universal que deveria ter mais atenção governamental.
Portanto, um dos caminhos para amenizar o uso de agrotóxicos é o incentivo à agricultura orgânica. Assim, o governo federal deveria liberar mais subsídios a esse tipo de agricultura, para que dessa forma novas técnicas sustentáveis sejam empregadas visando a produção em larga escala, tais como a técnica de controle biológico de pragas. Com isso, a produção de alimentos livre de venenos se fortaleceria e seria mais acessível.