O uso de agrotóxicos no Brasil e no mundo

Enviada em 22/03/2020

Na Revolução Verde, os Estados Unidos utilizou os caminhões e materiais bélicos ricos em nitrato, uma substância estimulante ao crescimento, restantes da Segunda Guerra Mundial para revolucionar a produtividade das lavouras, devido à introdução de fertilizantes e agrotóxicos. Na contemporaneidade, o uso exacerbado desses defensivos agrícolas tem gerado danos à saúde humana, como cânceres e problemas respiratórios, e ao meio ambiente, como a eutrofização de rios e a magnificação trófica. Sendo assim, são necessários caminhos para o combate dessa prática, visto que a falta de fiscalização governamental e o despreparo dos agricultores agravam a problemática no Brasil.

Primordialmente, a Constituição Federal de 1988, promulgada com base nos Direitos Humanos, prevê, como garantia fundamental, o direito a um meio ambiente preservado. Entretanto, o próprio Poder Estatal fere a legislação, isso porque não há a fiscalização necessária nas lavouras para assegurar o uso correto desses agrotóxicos em contexto nacional. Dessa forma, as esferas governamentais ao não promoverem uma inspeção ideal nessas áreas, corroboram para uma possível aplicação incorreta desses pesticidas no setor de produção.

Outrossim, vale ressaltar a frase do filósofo Immanuel Kant: “o homem é aquilo que a educação faz dele”. Nesse sentido, a citação pode ser relacionada com a realidade, haja vista que é essencial uma ótima educação e instrução para os agricultores sobre a forma de utilização desses defensivos agrícolas. Contudo, os produtores brasileiros, principalmente na agricultura familiar, não recebem o preparo e a informação necessária para manusear essas substâncias, o que resulta, majoritariamente, no uso dessas pesticidas em quantidades demasiadas. Dessa maneira, a falta de uma didática para esses indivíduos contribui a má aplicação desses agrotóxicos.

Em suma, são fundamentais medidas para a utilização correta desses agroquímicos. Para tanto, urge que o Ministério do Meio Ambiente amplifique a fiscalização em áreas de plantações, por meio do redirecionamento de verbas, para coibir o uso indevido dessas substâncias. Concomitantemente, o Ministério da Educação adjunto do Ministério do Meio Ambiente deve promover projetos sobre os agrotóxicos, como cursos profissionalizantes e palestras em sindicatos, utilizando-se de emendas constitucionais, com o intuito de que a comunidade agrícola seja instruída da forma adequada sobre o uso desses pesticidas. Desse modo, o Brasil poderá ter uma relação harmoniosa com esses defensivos, algo inexistente desde o advento da Revolução Verde.