O uso de agrotóxicos no Brasil e no mundo

Enviada em 09/04/2020

No século XX, com a Revolução Verde, o cultivo alimentício recebeu incetivos para aumentar a produtividade, sendo um deles o uso de agrotóxicos nas plantações. No entanto, constata-se que o uso de agrotóxicos no Brasil e no mundo está crescendo exponencialmente, o que, consequentemente, traz prejuízos a sociedade, em virtude da toxicidade. Visto que o uso excessivo de agrotóxicos são prejudiciais à saúde e à biota – fauna e flora, medidas  fazem-se necessárias.

Em primeira análise, é evidente que, diante da crescente utilização dos agrotóxicos nas lavouras brasileiras, os problemas de saúde estão aumentando gradativamente. Nessa perspectiva, de acordo com a Agência Nacional de Vigilância Sanitária, entre os legumes e as frutas mais consumidas pelos brasileiros, estão os produtos mais contaminados pelos defensivos agrícolas. Sob essa ótica, constata-se ainda que, uma vez que muitas plantações são colhidas por trabalhadores rurais, segundo pesquisa realizada pela Universidade de Campinas, mais de 1 milhão desses trabalhadores estão intoxicados em diferentes graus. Desse modo, com o uso desmoderado dos agrotóxicos, os consumidores e os trabalhadores estão suscetíveis a desenvolverem doenças graves causadas pelas toxinas.

Além disso, a alta concentração de defensivos agrícolas nas plantações é desfavorável à fauna e à flora. Nesse sentido, conforme reportagem da BBC News Brasil, aproximadamente, 50 milhões de abelhas morreram intoxicadas por defensivos no Brasil, posto que são fabricados para impedir o desenvolvimento de organismos vivos. Por conseguinte, uma vez que as abelhas são importante polinizadores na natureza, diversas plantas não se reproduzem sem a ajuda das abelhas. Desse modo, se há queda na reprodução das plantas, há prejuízo em todos os ecossistemas, visto que são interdependes.

Portanto, diante dos fatos supracitados, cabe ao Ministério da Saúde, juntamente ao Ministério do Meio Ambiente, promover a diminuição do uso de agrotóxicos, por meio de fiscalizações nos agrotóxicos vendidos no Brasil e na taxa de agrotóxico nos produtos, nas quais, em ambos os casos, aqueles com alto teor de toxicidade sejam suspensos do mercado, com o intuito de proporcionar menos riscos à saúde dos indivíduos que estão em constante contato. Dessa maneira, o uso de agrotóxicos no Brasil e no mundo serão menos prejudiciais.