O uso de agrotóxicos no Brasil e no mundo

Enviada em 26/03/2020

Com a Revolução Verde, novas formas de acelerar a produção foram criadas, uma delas foi o uso de agrotóxicos, chamados de pesticidas em alguns países. Hoje em dia, ainda muito utilizados, são a base do agronegócio, que compõe grande parte da economia brasileira e mundial. Vale analisar as causas e os danos provocados por esse uso excessivo que, lamentavelmente, ainda é uma problemática.

Primeiramente, movidos pelo lucro gerado pelos agrotóxicos, há projetos de lei que visam aumentar seu uso no Brasil. O P.L. do Veneno, criado pelo Ministério da Agricultura (MAPA), é um exemplo que visa atualizar a regulamentação dos agrotóxicos, atualmente feita por órgãos como Ibama e Anvisa, que passaria a ser feita pelo próprio MAPA, composto pela bancada ruralista, que, claramente, tem fins lucrativos. Além desse projeto, há o P.L. Projeto Nacional que prioriza as práticas sustentáveis, se direcionando a situação mundial, que por sua vez é de diminuição do uso de agrotóxicos. Logo, o Brasil segue na contra-mão dos países mundiais, acarretando em consequências gravíssimas.

A Inglaterra produz alguns agrotóxicos para o Brasil, porém o próprio pais não os consume, por serem muito venenosos, isso mostra a gravidade da problemática. Dessa forma, é válido analisar as consequências, que impactam negativamente, principalmente, o cenário ambiental e da saúde. Ambientalmente pode haver contaminação dos lençóis freáticos e trazer infertilidade ao solo em longo prazo. Além disso, o consumo do mesmo pode causar câncer e intoxicação nos consumidores e nos trabalhadores, que estão expostos ao produto químico. Logo, o problema afeta diretamente a sociedade.

Portanto, é evidente que agrotóxicos tem impactos negativos que precisam ser solucionados e evitados. Para isso, são necessárias campanhas, implementadas pelo Ministério da Saúde, para conscientizar a população sobre os malefícios desse consumo, influenciando as pessoas, que puderem bancar, a compra de produtos orgânicos, diminuindo o consumo de agrotóxicos, e automaticamente seu uso. Ademais, cabe aos órgãos reguladores maior fiscalização e punição quanto ao uso indevido desse produto, afim de um progresso saudável e sustentável no agronegócio mundial.