O uso de agrotóxicos no Brasil e no mundo

Enviada em 18/04/2020

A partir da Revolução Verde, com o desenvolvimento de insumos agrícolas, houve um aumento significativo na produção de alimentos. No entanto, com isso também surgiu um grave problema, o uso intensivo de agrotóxicos no cultivo de grãos e hortifrútis e consequentemente a disponibilidade de alimentos com elevada concentração de resíduos químicos. Diante desse fato, fica clara a necessidade de um combate efetivo a essa problemática, com o objetivo de diminuir o uso desses agentes químicos que envenenam o prato do brasileiro.

A priori, segundo uma reportagem publicada no portal de notícias G1,  nos meses de janeiro e fevereiro de 2020 foram aprovados mais de 48 tipos te agrotóxicos para utilização no Brasil, sendo que desses, mais e 50% foram proibidos de serem utilizados em outros países, devido seu elevado grau de toxicidade residual deixada nos alimento. Esse fato é consequência da chamada PL do Veneno, que possibilitou o uso de insumos sem a devida liberação da Anvisa e do Ministério da Saúde, como antes era feito. Isso ressalta a urgência no combate ao uso desses agentes químicos, criando barreiras para a entrada no país e não facilitando seu uso.

Outrossim, segundo uma pesquisa desenvolvida pelo Instituto Nacional do Câncer, há inúmero fatores que ligam os agrotóxicos ao desenvolvimento de tumores e outros problemas de saúde, devido aos resíduos químicos presentes nos alimentos, quando ingeridos, acumulam-se nos tecidos e contribuem para o desenvolvimento dessas anomalias. Alem disso, segundo o INCA, estima-se que caso não haja uma diminuição no uso desses pesticidas, até 2050, mais de 57% da população brasileira desenvolverá alguma forma de câncer ligado a esses fatores. Desse modo, urge a necessidade de uma mudança nesse quadro, visto que é preocupante as previsões caso nada seja feito.

Portanto, fica clara a necessidade do combate efetivo a essa problemática. Para isso, o Poder Legislativo deve revogar leis que facilitam a entrada de novos tipos de agrotóxicos no Brasil, incentivando assim os produtores a buscarem outras formas de combate as pragas, como por exemplo a utilização de agentes biológicos ou insumos orgânicos, que possibilitam a produção de alimentos mais saudáveis sem uma elevada concentração química. Somado a isso, as ONGs em conjunto com as redes sociais, devem desenvolver campanhas que visem alertar sobre os riscos do consumo de alimentos com altas dosagens de agrotóxicos, explicitando as previsões do INCA caso nada seja feito, estimulando a população a buscar alimentos mais saudáveis como os orgânicos. Somente assim haverá uma mudança nesse quadro tão grave.