O uso de agrotóxicos no Brasil e no mundo

Enviada em 01/05/2020

Na Dialética do Esclarecimento, Theodor Adorno afirma que o avanço do conhecimento humano pode gerar “técnicas sem ética”, ou seja, tecnologias com consequências sociais negativas. De maneira análoga, isso é verificado no que tange aos agrotóxicos, que são frutos da inteligência humana, no entanto, são comumente utilizados de forma irregular no Brasil, gerando entraves sanitários e econômicos. Desse modo, medidas de combate a essa problemática são necessárias.

De início, cabe elucidar porquê o uso de pesticidas é um problema no Brasil. Sob esse ângulo, segundo a Anvisa (Agência Nacional de Vigilância Sanitária), somente técnicos especializados podem aplicar agrotóxicos e, ainda, as composições destes devem ser permitidas por lei. Não obstante, é comum que muitos agricultores não respeitem tais restrições, configurando o entrave em questão. Em síntese, o uso indiscriminado de praguicidas é o principal impasse para a conjuntura brasileira.

Em função disso, são notórios impactos na saúde e na economia nacionais. Nesse sentido, os aplicadores de biocidas sem a  formação necessária são os mais afetados, visto que podem desenvolver complicações respiratórias e intoxicações. Ademais, haja vista, consoante o site G1, a proibição de vários agrotóxicos na Europa que são utilizados no Brasil, as trocas comerciais com outros países são desfavorecidas, já que os produtos agrícolas exportados tendem a ser cada vez menos aceitos. Dessa forma, a saúde e a economia brasileiras são prejudicadas.

Portanto, observa-se que o uso exacerbado de agrotóxicos causa danos sanitários e problemas econômicos com outros países. Por conseguinte, é imperioso que o Ministério da Agricultura atue na melhoria do sistema agrícola, por meio do investimento na aplicação de técnicas agroecológicas, utilizando o manejo integrado de pragas, como o controle biológico, por exemplo, a fim de obter grande produtividade sem o uso indevido de pesticidas. Assim, a tecnologia teria efeitos apenas positivos, como preconiza o filósofo Theodor Adorno.