O uso de agrotóxicos no Brasil e no mundo

Enviada em 07/05/2020

A Revolução Verde ocorreu entre 1960 e 1970, nessa época houve a criação de novas sementes e práticas agrícolas que permitiram o aumento da produção. Todavia, nem todas as condutas contemporâneas apresentam um benefício ao produto final e ao meio em que se localiza. Desta forma, o uso excessivo de agrotóxicos em todo mundo prejudica não só a natureza, mas também quem produz e consome. Assim, ocorre gradativamente a contaminação dos lençóis freáticos, redução de fertilidade e mortes de várias espécies, além disso o uso de agroquímicos trazem malefícios a população que mantem contato com a lavoura ou que residem nas redondezas, como o surgimento de patologias e o agravo de outras.

A priori, segundo o filósofo italiano, Nicolau Maquiavel “os fins justificam os meios”, com isso, é possível correlacionar a justificativa pela qual o uso em excesso de agroquímicos é incentivado. Contudo, esse produto muitas vezes resulta na contaminação de lençóis freáticos, uma vez que penetra no solo. Além disso, esse fato diminui a fertilidade do mesmo, já que desencadeiam a morte de micorriza, associações de fungos e bactérias que protegem a planta. Bem como, é responsável pelas mortes de espécies aquáticas, quando o veneno chega a água, que influencia em todo ecossistema.

Outrossim, o Brasil é o país que mais gasta com a produção de agrotóxicos no mundo, segundo o instituto humanista unisinos. Desta maneira, é inegável que seus efeitos patológicos abrangem grande parte da população. Sendo assim, doenças como câncer, paralisia, abortos e má formação do feto são estimuladas pelo consumo de alimento com tal substância e com o contato direto com a lavoura. A exemplo disso, temos os produtores de fumo que apresentam enfermidades respiratórias devido à intoxicação de nicotina, com o grande manuseio com a planta. Ademais, existem casos em que a contração de problemas na saúde deu-se a partir do contato com a água contaminada, apresentando os mesmo malefícios.

Em síntese, é evidente que o uso excedente de agrotóxicos causa tribulações não só na sociedade mas também no meio ambiente. Com isso, torna-se dever do Ministério da Agricultura e Pecuária, criado em 1860, promover uma maior fiscalização das unidades que fazem uso em excesso de substâncias químicas, por meio de visitas e entrevistas com funcionários a fim de diminuir o contato com o solo, água e animais. Bem como cabe as Secretarias de Saúde, municipais, junto com comunidades de plantio familiar, estimular o consumo de alimento sem agroquímicos, por meio de campanhas e feiras, com o objetivo de diminuir os índices das patologias apresentadas. Deste modo, gradativamente se formará uma população mais saudável e consciente.