O uso de agrotóxicos no Brasil e no mundo
Enviada em 14/05/2020
O uso de agrotóxicos no Brasil e no mundo, está cada vez mais frequente. Temos pontos positivos, como por exemplo o aumento na produção, maior durabilidade e qualidade dos alimentos e redução de custos, mas também temos pontos negativos, como o câncer, doenças respiratórias e problemas de pele, nos produtores e, câncer de intestino e intoxicação alimentar, nos consumidores. No meio ambiente também temos consequências, como a contaminação do solo e cursos d´água. Nesse cenário, projetos educacionais e leis que visem reduzir o consumo de agrotóxicos devem ser criadas pelo governo brasileiro, a fim de reverter o atual impasse vivenciado.
Com base em uma pesquisa divulgada pelo jornal Folha de São Paulo, a discrepância existente entre o preço de alimentos orgânicos frente aos tradicionais pode chegar a 270%. Dessa forma, pode-se relacionar o fato da não adesão das famílias brasileiras à alimentos orgânicos aos inúmeros impostos cobrados sobre esses produtos isentos de pesticidas, visto que a média salarial da população é inferior ao preço de tais alimentos. Logo, é notório que a falta de uma lei que tenha por objetivo reduzir os impostos sobre produtos orgânicos, constitui um fator real para a problemática citada.
Ademais, outro problema vigente é a falta de informação em supermercados e hortifrutis em relação a quantidade de substâncias nocivas presentes nos alimentos. Afinal, devido a ausência de conhecimento a respeito do assunto, uma grande parcela da população consome de modo indevido produtos ricos em agrotóxicos, em vez de optar por aqueles que apresentam uma quantia menor de defensivos agrícolas. Dessa maneira, tornam-se indivíduos propensos a complicações de saúde devido ao excesso de agrotóxicos, ou seja, intoxicações alimentares, infertilidade e danos ao fígado.
Portanto, em virtude dos argumentos mencionados, para solucionar a questão vivenciada, torna-se necessário que o legislativo brasileiro, em parceria com o Ministério da Agricultura, invistam em uma lei na qual seja cobrada uma quantia mínima de impostos sobre frutas, legumes e alimentos orgânicos em geral, para que estes possam chegar nos comércios com preços equivalentes aos alimentos tradicionais, de modo que a população tenha a opção de escolher alimentos sem pesticidas, naturais e com preço acessível.