O uso de agrotóxicos no Brasil e no mundo

Enviada em 15/08/2020

Pawel Kuczynski, ilustrador e desenhista polonês, mostra em suas obras um meio social injusto, falido e com valores distorcidos. De maneira análoga às intenções artísticas do polaco, o uso irresponsável de agrotóxicos no Brasil e no mundo é uma das faces mais perversas de uma sociedade em desenvolvimento. Com isso, surge a necessidade de discussão acerca dessa problemática, seja pelos riscos ofertados à saúde e à natureza ou pelas frágeis regras e pouca fiscalização de órgãos competentes.

Em primeira análise, é importante relembrar que no Egito Antigo haviam medidas de precaução rígidas contra o envenenamento dos reis. Em contrapartida, na atualidade, apesar dos defensivos agrícolas terem a função de matar somente insetos e pragas que destroem a colheita, o seu uso desgovernado têm causado danos ao meio ambiente, à saúde, e mesmo, à vida das pessoas. Desse modo, o crescente envenenamento dos atores sociais e dos locais de cultivo demonstram um relaxamento governamental em relação a utilização dos agroquímicos.

Destarte, é fundamental um maior rigor do governo nos critérios de aplicação dos herbicidas, de forma que previna, eficientemente, prejuízos a integridade física do meio e dos cidadãos. Fato esse, respectivamente, porque a Constituição Federal de 1988 - norma de maior hierarquia do sistema jurídico brasileiro- assegura a todos o direito à saúde. Dessarte, a inspeção desse conteúdo é de extrema relevância para a manutenção de um consumo alimentar saudável dos brasileiros.

Infere-se, portanto, que a intervenção do Estado é imprescindível na resolução da questão. Assim, cabe ao Ministério da Agricultura, em parceria com o Ministério da Saúde e a Anvisa, garantir proteção ambiental, zelar pelo bem-estar dos cidadãos e aumentar a monitoração ao manejo de inseticidas no meio rural. Por meio da criação de um regulamento com pautas mais rigorosas ao emprego desses, de forma a delimitar a quantidade cabível a cada alimento e permitir, unicamente, marcas que não utilizem substâncias que causem perdas colossais ao equilíbrio ecológico e ao ser humano. Além da organização de grupos específicos de vistoria que asseverem manuseios adequados desses produtos. Com o fito de permitir um aproveitamento seguro desse material ao plantio e a saúde das pessoas.