O uso de agrotóxicos no Brasil e no mundo
Enviada em 02/07/2020
De acordo com Martin Luther King, todo progresso é precário, e a resolução de um problema coloca- -nos diante de outro. Nesse sentido, um dos obstáculos mais frequentes na população brasileira e mundial se deve ao uso de agrotóxicos. Diante disso, a aplicação de defensivos agrícolas nas plantações para o combate de pragas influi na saúde humana. Por isso, medidas atitudinais são necessárias para reverter o cenário atual.
De início, é válido salientar que o uso de agrotóxicos no setor agrícola, é representado, principalmente, pela prevenção de pragas nas plantações, como os insetos. Nessa perspectiva, de acordo com a Revolução Verde, introdução de novas tecnologias que modificam as práticas agrícolas, os agrotóxicos começaram a serem usados em larga escala, visando o aumento da produtividade e o controle de pragas. Nesse viés, percebe-se que tal lógica se encaixa no assunto em questão, visto que os grandes latifúndios se aliaram no processo de modernização no campo, bem como na produção de alimentos. Dessa forma, a prática contínua do uso de defensivos agrícolas nas plantações e de maneira exagerada acaba se tornando comum no ramo da produtividade alimentícia.
Consequentemente, o excesso de agrotóxicos nos alimentos acaba acarretando à problemas de saúde, como intoxicações, na população mundial. Nesse contexto, de acordo com o Artigo 6º da Constituição Federal de 1988, todos têm direito à saúde. Sob tal ótica, nota-se que tal lógica não é exercida em sua totalidade, haja vista os riscos frequentes em que as pessoas estão envolvidas com a alimentação. Isso ocorre devido à grande parte dos alimentos, como as verduras, apresentarem excesso de defensivos agrícolas, substâncias químicas responsáveis por intoxicações nos indivíduos. Com isso, diversos sistemas são atingidos, principalmente o imunológico e o hematológico, o que propicia ao risco de morte quando a intoxicação é de maneira aguda, ou seja, mais grave.
Destarte, é necessária uma cooperação mútua entre Estado e sociedade. Para que isso ocorra, cabe ao Governo, principal agente mantenedor dos direitos mínimos, proporcionar melhorias nos setores agrícolas, por meio de investimentos em pesquisas, com o intuito de elaborar produtos que previne as produções de pragas, mas que não sejam prejudiciais à saúde humana. Ademais, compete à sociedade, por intermédio das mídias, já que são as ferramentas digitais de maior alcance na contemporaneidade, discutir a importância das produções de alimentos sem a utilização de defensivos agrícolas, a fim de proporcionar o conhecimento das pessoas sobre essa prática. Assim, ao contrário do que afirma Martin Luther King, será possível solucionar um problema sem a criação de outro.