O uso de agrotóxicos no Brasil e no mundo

Enviada em 11/07/2020

Na obra “Utopia”, do escritor inglês Thomas More, é retratada uma sociedade perfeita, na qual o corpo social padroniza-se pela ausência de problemas e conflitos. No entanto, o que se observa, na realidade contemporânea, é o oposto do que o autor prega, uma vez que, o uso de agrotóxicos no Brasil e no mundo apresentam barreiras, as quais dificultam a concretização dos planos More. Esse cenário antagônico é fruto, tanto da inércia governamental, quanto do mau uso.

Em primeiro lugar, a inércia governamental mostra-se como um dos desafios à resolução do problema. De acordo com o economista John Keynes, é dever do Estado garantir as necessidades básicas de todos os cidadãos, entretanto, isso não ocorre no Brasil. Devido à falta de atuação das autoridades, somente em 2019, o Brasil aprovou o uso de 479 agrotóxicos. Assim, torna-se visível como o uso exagerado de agrotóxicos pode aumentar o número de intoxicações e assim prejudicar a vida dos cidadãos.

Em segundo lugar, é imperativo ressaltar o mau uso de agrotóxicos como promotor do problema. Apesar de sabermos que, quando usado em doses recomendadas ele pode garantir o controle de certas pragas e aumentar a produtividade, isso não é o que acontece na maioria das vezes. Segundo o G1, 1 a cada 4 cidades brasileiras tem água contaminada por 27 tipos de agrotóxicos. Dessa maneira, é evidente como o mau uso pode prejudicar a população que consome esse tipo de água.

Portanto, pode-se inferir que o uso de agrotóxicos no Brasil e no mundo

é um tema relevante e que carece soluções. Desse modo, o Ministério da Agricultura, órgão responsável pela gestão das políticas públicas de estímulo à agropecuária, deve criar grupos para o monitoramento do uso de agrotóxicos, por meio da criação de leis. Espera-se, com isso, diminuir o uso desses pesticidas. Dessa forma, toda a população será favorecida, e a coletividade alcançará a utopia de More.