O uso de agrotóxicos no Brasil e no mundo
Enviada em 24/07/2020
Durante a década de 1960 a Revolução Verde eclodiu, tanto no Brasil quando no mundo, visando a modernização e optimização dos métodos da agricultura, e assim, com ela, desenvolveram-se os agrotóxicos. A partir disso, ao sair desse contexto histórico e adentrar no cenário atual, o consumo constante e excessivo dos inseticidas não se limita apenas à agricultura brasileira, sendo assim encontrada na esfera internacional. Entretanto, seu uso demasiado à natureza atinge consequentemente a saúde humana. Nessa perspectiva, urge a necessidade de analisar as consequências que afetam a sociedade e o meio ambiente, além de propor pertinentes soluções cabíveis.
Desse modo, é pertinente apontar que, de 3 a 5 milhões de pessoa são intoxicadas por agrotóxicos anualmente, no mundo, por base nas pesquisas desenvolvidas pela OMS. Isso ocorre porque o defensivo agrícola possui produtos químicos muito nocivos ao ser humano, e com o manuseio errado, pode-se desenvolver no organismo humano condições como câncer, lesões cerebrais, depressão e ocasionar até a morte. Além disso, as áreas mais próximas as plantações com o consumo indevido do agrotóxico são as que apresentam maior número de casos, devido a ausência de equipamentos e regulamentação devida em prol da segurança dos funcionários, além de fraca fiscalização na aplicação dos produtos.
De fato, o meio ambiente sofre danos desde o começo da industrialização, contudo o agrotóxico atinge não só o exterior mas também o interior da terra. Dessa forma, o pesticida em excesso no solo pode se alastrar para o subsolo, assim contaminando os lençóis freáticos, além de desequilibrar a cadeia alimentar presente no território. A partir disso, tal território pode desenvolver problemas na acidez do solo, o deixando mais ácido e, por conseguinte, sensibilizar o solo, afetando a sua capacidade de desenvolver a biodiversidade ali antes pertencente.
Compreende-se, então, que o consumo de agrotóxicos não se limita só em prejudicar pestes e insetos, seu alvo inicial, mas atua negativamente no organismo humano. Por isso, é necessário que o Ministério da Agricultura, como o principal responsável pela gestão no assunto, certifique o uso correto de tais produtos em prol da saúde nacional por meio de fiscalizações aos estados, os quais, por lei, são responsáveis pelo seu uso e consumo. Ademais, as escolas, como instituições de ensino, devem discutir sobre boa alimentação e preservação do meio ambiente, abordando temas como a agroecologia, que defende usos alternativos ao perante ao agrotóxicos, por meio de aulas interativas para que assim exista o consumo mais consciente e menos danoso à saude humana.