O uso de agrotóxicos no Brasil e no mundo

Enviada em 14/07/2020

A revolução verde, ocorrida na segunda metade do século XX, foi responsável por introduzir técnicas inovadoras de produção no campo, como a transgenia de alimentos e o uso de agrotóxicos. Em primeira instância essas mudanças foram positivas, uma vez que aumentaram a produtividade agrícola, entretanto com o uso desregulado de agrotóxicos, os impactos ambientais foram atenuando-se paralelamente aos riscos à saúde humana, pois, sendo necessário instituir políticas mais severas quanto à liberação de novos tóxicos, a fim de preservar os ambientes e processos que envolvem a cadeia produtiva da agricultura.

Em primeiro lugar, vale ressaltar que o uso de insumos tóxicos gera um grave desequilíbrio ecológico e coloca em risco o bem estar, não apenas do ser humano mas também de diversos outros seres vivos. Nesse sentido é perceptível que a contaminação ocorre por meio de duas maneiras: a primeira através  do contato direto, sujeita à agricultores responsáveis por aplicar o veneno e à trabalhadores do campo, a segunda por meio do contato indireto, como o consumo de alimentos. Em ambos os casos a presença de resíduos tóxicos no organismo, pode causar a falência respiratória, câncer e lesões renais, tal como apontado pela organização mundial da saúde “OMS”. Em adição, tais problemas no ambiente natural acarretam na morte da fauna e alteram de maneira drástica as relações ecológicas em equilíbrio.

Dessa forma, surge a problemática da possibilidade de ocorrer o aparecimento de pragas mais resistentes e imunes aos agrotóxicos. Pois de acordo com o princípio da “Seleção Natural” de Charles Darwin, os pesticidas podem, ou eliminar predadores naturais de outros seres vivos que podem vir a se tornarem pragas, ou realizar a seleção de insetos mais resistentes gerando sua posterior reprodução em larga escala. Não obstante, esse cenário tende a ser minimizado nos países da Europa e nos Estados Unidos, em razão de que os mesmos proibiram o uso de diversos defensivos agrícolas. Em contrapartida, o Brasil apresenta preocupante flexibilização quanto à liberação de novos agroquímicos, incluindo alguns até mesmo proibidos em outros países, tal como apresentado pela pesquisadora da USP Larissa Mies, especialista em agrotóxicos.

Em síntese, a fim de evitar que os impactos na sáude humana e no meio ambiente sejam acentuados é preciso que o ministério da agricultura , proiba o uso de insumos tóxicos classificados de alto risco e que não sejam extremamente essenciais à agricultura, isso deve ser feito buscando referência internacional analisando os agrotóxicos já proibidos por outros países. Ademais uma alternativa a ser aplicada é o uso do controle biológico de pragas, e o incentivo à agricultura familiar, em quase sua totalidade isenta de agrotóxicos, por fim, diminuindo os riscos à saúide humana e ao meio ambiente.