O uso de agrotóxicos no Brasil e no mundo

Enviada em 14/07/2020

Durante a década de 1960, teve início nos Estados Unidos a Revolução Verde, que tinha o objetivo de aumentar a produtividade agrícola através da pesquisa e manipulação genética de sementes e do uso de máquinas e agrotóxicos. Logo, essas técnicas foram adotadas por outros países, incluindo o Brasil, que desde de 2008 é o maior consumidor desses produtos químicos. Apesar dos benefícios para a agricultura, o uso excessivo de pesticidas prejudica não só o meio ambiente, mas também a saúde da população.

Segundo o Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística (IBGE), o agrotóxico é um dos principais contaminadores de rios no Brasil. Nos casos mais graves, podem provocar a morte de várias espécies de plantas e de animais aquáticos. Além disso, o solo que é frequentemente exposto a esses produtos químicos retém grande quantidade de contaminantes, e com o tempo, acaba perdendo sua fertilidade.

Ainda, não só quem trabalha com a aplicação desses bioquímicos e a população que vive próxima às plantações, mas também as pessoas que consumem os alimentos que foram produzidos com o uso desses produtos têm grandes chances de terem a saúde afetada. De acordo com o Sistema de Informação de Agravos de Notificação do Ministério da Saúde, entre 2007 e 2017, mais de 40 mil casos de intoxicação aguda por agrotóxicos foram notificados, além de quase 2 mil mortos.

Logo, é notável o perigo desses defensivos agrícolas para o meio ambiente e para a saúde pública. Por isso, é necessário que o Estado incentive a adoção de estilos mais sustentáveis de agricultura, estimulando e autorizando a produção agroecológica por meio de políticas públicas, a fim de que o uso de pesticidas seja reduzido. Dessa forma, os agrotóxicos não ameaçarão mais a população e o ambiente.