O uso de agrotóxicos no Brasil e no mundo

Enviada em 23/07/2020

Desde a Revolução Verde na década de 1960, muitos países, tais como México, Brasil e Índia, inovaram suas técnicas agrícolas, aumentando a produtividade do campo, por exemplo, utilizando defensivos agrícolas para eliminar pragas. No entanto, com os avanços da biomedicina, foram identificados prejuízos à saúde do agricultor e do consumidor das culturas em que foram utilizados os denominados agrotóxicos em quantidades excessivas. Apesar disso, o uso de agrotóxicos no Brasil e no mundo continua profuso e pouco regulamentado, sendo urgente seu controle e devida fiscalização.

Primeiramente, é preciso indicar a frágil regulamentação de fitossanitários em países exportadores de grãos, como o Brasil e o Estados Unidos, devido ao intenso lobby dos produtores de agrotóxicos e da bancada ruralista. Por exemplo, o Paraquat, um herbicida que é altamente perigoso para humanos e ligado ao desenvolvimento da doença de Parkinson, foi proibido pela Anvisa em 2017 — todavia, desde então, parlamentares ligados ao agronegócio da soja insistem em pressionar a agência para sua liberação, alegando que o trabalhador rural que utiliza devidamente equipamentos de proteção individual (EPI) não corre riscos.

Em contraponto, é necessário lembrar de que nem sempre essa é a realidade no campo, nem no Brasil, nem em outros países. Em um país tão extenso como o Brasil, em que quase 10 milhões de pessoas vivem em situação de pobreza extrema no campo, é ingênuo pensar que as proteções ocupacionais e as concentrações máximas permitidas serão cumpridas em todas as propriedades rurais.

Sendo assim, é imprescindível que a Agência Nacional de Vigilância Sanitária e o Ministério da Agricultura, Pecuária e Abastecimento desenvolvam um rígido programa de fiscalização do uso de agrotóxicos e das condições de aplicação deles em propriedades rurais brasileiras a partir de fiscais e profissionais da área agrícola e de segurança do trabalho, de modo a garantir que a legislação vigente seja cumprida e que estes fitossanitários sejam aplicados de maneira segura ao meio ambiente, ao trabalhador e ao consumidor.