O uso de agrotóxicos no Brasil e no mundo

Enviada em 23/07/2020

De acordo com a primeira lei de Newton - a qual afirma que um corpo tende a permanecer em movimento até que uma força suficiente atue sobre ele, fazendo-o mudar de percurso - é perceptível que a problemática dos agrotóxitos persiste há algum tempo na sociedade brasileira. De maneira análoga à lei da inércia, ao invés de funcionar como a força capaz de mudar o curso desse problema, fatores de ordem educacional, bem como a iniciativa governamental, acabam contribuindo com o cenário atual.

Em primeira análise, é preciso abordar a realidade capitalista a qual vivemos. Conforme, Karl Marx, em um mundo capitalizado, a busca pelo lucro ultrapassa valores éticos e morais. Sendo assim, a maximização dos lucros é o principal objetivo dos produtores. Desse modo, o sujeito, ao estar imerso nesse panorama, acaba contribuindo com o aumento da produtividade ligada ao uso de agrotóxicos em detrimento da saúde humana e do meio ambiente, “pragas” cada vez mais resistentes, solos mais danificados, além da acumulação desses pesticidas no organismo lesando o consumidor que acredita estar levando um produto saudável para sua família.

Sobre outro ângulo, é importante enfatizar que o Brasil, em 2008, se tornou o maior consumidor de agroquímicos do mundo, dominado por empresas como Monsanto, apresentando um percentual de uso equivalente a 5,2 litros de veneno por habitante ao ano. A Constituição Cidadã de 1988 garante a saúde de qualidade como direito de todos e dever do Estado, sendo o compromisso desse prover o acesso igualitário e universal às ações e aos serviços para a sua formação e proteção. Entretanto, é inegável que a regra é constatada apenas na teoria e, não, desejavelmente, na prática.

É imprescindível, portanto, a adoção de medidas para mudar o percuso desse problema. Destarte, cabe ao Governo, por meio do Ministério da Agricultura, promover debates internacionais, com vistas a estabelecer normas e regras que disciplinem o uso de agrotóxicos, combatendo as sucessivas violações do direito humano à alimentação. Somado a isso, promover campanhas públicas, nos meios de comunicação em massa, a fim de apresentar à população, medidas alternativas como a agroecologia (Ideia não desenvolvida ao longo do texto). Outrossim, é importante a atuação do MEC (Ministério da Educação), criando em todas as escolas programas educacionais, promovendo informação aos alunos sobre os riscos do consumo de agrotóxicos. Além disso, realizar palestras sobre os alimentos orgânicos e seus benefícios. Só assim, o Governo e a educação funcionarão como a força descrita por Newton, mudando o curso dos agrotóxicos - da persistência para a extinção.