O uso de agrotóxicos no Brasil e no mundo

Enviada em 07/08/2020

Durante a virada do século XIX para o XX, sob influência da Revolução Industrial e posteriormente das guerras mundiais, ocorre a implementação de novas tecnologias no campo, como a criação de máquinas agrícolas, químicos e agrotóxicos. Dessa maneira, acontece a redução de preços e o aumento na produção agrícola voltada ao setor alimentício. No entanto, parte da população mundial ainda não consegue adquirir esses alimentos. Nesse sentido, não há dúvidas de que a tecnologia agrícola atendeu aos interesses capitalistas, mas não erradicou a questão da acessibilidade populacional, da saúde e da fome.

Em primeiro plano, é importante ressaltar que a produção de agrotóxicos foi uma das medidas encontradas pela ONU (Organização das Nações Unidas) em 1966, em parceria com outros países, visando sanar a fome mundial e ficando conhecida como Revolução Verde. Nessa temática, nota-se portanto, que a revolução trouxe benefícios para o mercado mas não apresentou nenhum tipo de redução na fome mundial. Acerca disso, é pertinente trazer o discurso da relatora especial da ONU Hilal Elver, no qual ela enfatiza que a grande produção agrícola é capaz de alimentar 9 bilhões de pessoas, mas a pobreza, a desigualdade e a má distribuição de alimentos impedem que a fome possa ser erradicada. Em síntese, é necessário entender que a utilização de agrotóxicos em grande escala são de imprescindível importância para os interesses do capital, mas sem benefícios para a sociedade.

Em segundo lugar, vale salientar que pesquisas fornecidas pela Organização Mundial da Saúde indicam, que a intoxicação por agrotóxicos podem gerar inúmeras complicações, como o câncer. Nesse âmbito, é notório que a ingestão desses químicos são de indubitável risco à saúde populacional, e que sua utilização traz riscos ainda maiores para os trabalhadores rurais, idosos e crianças. Assim, observa-se que o uso de pesticidas apresentam apenas um benefício, o da produção em grande escala, ao ponto que apresentam inúmeros malefícios à saúde e não promovem a acessibilidade das minorias em relação a alimentação de qualidade.

Portanto, são necessárias medidas capazes de mitigar essa problemática. Diante dessa perspectiva, cabe ao Governo Federal e ao Ministério da Agricultura promoverem a redução no uso de agrotóxicos, e o acesso à distribuição de alimentos, por meio de leis e regulamentações, visando prevenir e melhorar a saúde da população. Infere-se portanto, ao Ministério da Saúde e ao Ministério do Meio Ambiente promoverem a divulgação do risco que os agrotóxicos trazem à saúde, por meio de cartazes, propagandas e mídias sociais, visando a conscientização social. Somente assim, haverá menos riscos à saúde da população e dos trabalhadores, buscando uma sociedade mais igualitária.