O uso de agrotóxicos no Brasil e no mundo

Enviada em 10/09/2020

De acordo com o Dicionário Aurélio, o termo “agrotóxico” significa defensivo agrícola, sendo um produto químico que combate e/ou previne contra pragas em lavouras e afins. Entretanto, inúmeros problemas foram gerados pelo recurso em questão. A raiz da problemática, por sua vez, está no uso indiscriminado e na falta de conhecimento por parte dos trabalhadores. Com o devido manejo, os agrotóxicos podem trazer benefícios ao meio ambiente, e se tornam inofensivos à saúde do homem.

Em primeiro lugar, cabe analisar a gravidade do uso indiscriminado, que não é incomum no Brasil. Segundo matéria do Profissão Repórter, com o trabalho dos repórteres Mariana F., Guilherme B. e Estevan M., chegou-se a conclusão de que o uso desregrado de agrotóxicos provoca diversos tipos de câncer, depressão e suicídio. Foi encontrado, ainda, um homem fazendo uso de Kasumin (média toxicidade, perigoso ao meio ambiente) desprovido do equipamento de proteção - situação bastante comum nas lavouras. Assim, evidencia-se que o agrotóxico pode causar problemas extremos à saúde humana, bem como ao meio ambiente. Isso tudo, decorrente da falta de conhecimento dos trabalhadores do sistema como um todo que prejudicam, inconscientemente, a si e ao próximo.

Por outro lado, o produto em pauta pode apresentar benefícios, se usado de forma adequada. Enquanto o Brasil faz uso do inseticida Acefato, potencial causador de disfunções neurológicas, a Europa já proibiu tal recurso. Assim, é possível começar a notar que a questão envolve ponderamento e controle. De acordo com o Boas Práticas Agronômicas, os agrotóxicos evitam a escassez de alimento, a perda total da lavoura e auxilia no controle de pragas. Faz-se necessário, no entanto, o uso do equipamento de proteção individual e do MIP (manejo integrado de pragas) que, dentre outros fatores, conta com a preparação do solo, rotação de cultura e uso de sementes sadias. Desse modo, é viável ter produtividade sem causar danos ao meio ambiente e à saúde; o trabalhador fica seguro, enquanto o que se alimenta do produto consome quantidades ínfimas de agrotóxico, sem prejudicar o organismo.

Destarte, para que haja regulamentação e conhecimento neste cenário, o Ministério do Meio Ambiente deve desenvolver um projeto que vise a propor a conscientização dos trabalhadores rurais, enviando profissionais até os envolvidos. Além disso, deve haver um acordo com o Poder Legislativo, apresentado os dados necessários, para aumentar a fiscalização e desenvolver normatizações mais coerentes. O projeto deve ser executado por meio da liberação de professores, engenheiros ambientais, químicos e agrônomos, com as devidas autoridades para o trato com o Poder Legislativo. Nas áreas rurais, as aulas/palestras devem ser obrigatórias e uma vez por semana. Desse modo, a saúde de todos estará protegida, bem como o meio ambiente, preservado.